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Alunos com nota positiva no PISA 2012

Dezembro 4, 2013

pisaOs alunos locais melhoraram o seu desempenho no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) de 2012. O destaque vai para a recuperação na leitura. A literacia matemática continua a ser o forte dos alunos de Macau.

Cláudia Aranda

Os alunos de Macau alcançaram os melhores resultados de sempre desde 2009 nos três domínios de avaliação de literacia, matemática, científica e na leitura, do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA, na sigla inglesa) de 2012.

Há 65 países e economias parceiras participantes na avaliação internacional coordenada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Na literacia em matemática, Macau obteve 538 pontos, um valor estatístico superior à média da OCDE, que é de 494 pontos. A RAEM colocou-se assim na sexta posição do ranking, depois de Xangai, Singapura, Hong-Kong, Taipé e Coreia do Sul, que obtiveram pontuação superiores, e a par com o Japão e Liechtenstein, que registaram valores comparáveis a Macau. Em 2009 a RAEM havia obtido o 10o melhor resultado, com 525 pontos, entre 57 países e regiões participantes naquele ano.

A literacia em matemática foi sempre o forte dos alunos de Macau, desde a realização do primeiro PISA na região, em 2003, explicou ontem em conferência de imprensa o administrador do projecto em Macau, Cheung Kwok Cheung, que é também director do Centro de Investigação de Testes e Avaliação Educativa da Faculdade de Educação da Universidade de Macau.

A leitura foi, todavia, a literacia em que os alunos locais registaram o maior avanço, com um ganho de 22 pontos – subindo de 487, pontuação obtida em 2009, para 509, em 2012, superando a média da OCDE de 497. Macau coloca-se, assim, na 12a posição na escala da OCDE de literacia em leitura, depois de Xangai, Hong-Kong, Singapura, Japão Coreia, Finlândia, Irlanda, Taipé, Canadá, Polónia e Estónia. No PISA de 2009, Macau ficou na 27a posição em leitura, entre os 57 países e territórios participantes.

Nas ciências, entre os 34 países membros da OCDE e os outros 31 países ou economias parceiras participantes, Macau obteve a nona posição, com 521 pontos, mais do que a média da OCDE, de 501 pontos. Em 2009 a RAEM havia ficado no 16a lugar na literacia científica.

Cheung Kwok Cheung afirmou, também, que os resultados dos exames permitiram verificar que o sistema educativo em Macau continua a assegurar “qualidade educativa, em literacia matemática, como também igualdade de oportunidades, em comparação com as outras 64 economias participantes”.

 

Talentosos em matemática

O PISA 2012, que analisou a literacia em matemática em profundidade, concluiu que, em Macau, cerca de um quarto dos adolescentes são alunos de elevado rendimento, ou seja, alcançaram os dois níveis de proficiência superiores da escala, que vai de um a seis. Estes são considerados “talentos valiosos muito necessários à sociedade do conhecimento dos dias de hoje” e “devem ser acarinhados”, recomenda o exame PISA, apresentado pela Direcção de Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). São, todavia, necessários ainda “mais alunos com competências de alto nível, de modo a “possibilitar uma subida de posição na tabela de classificações de desempenho em matemática”.

Apesar da melhoria geral no desempenho, ainda cerca de 11 por cento dos alunos de Macau revelaram baixo rendimento (inferior a dois na escala de um a seis). Entre estes, mais de três por cento não conseguiram alcançar o nível mais baixo (nível um) na escala de literacia matemática e, por isso, “estão em desvantagem” e encontram-se em “sério risco de se tornarem incapazes de funcionar de forma produtiva na sociedade de aprendizagem contínua do século XXI”, indica o exame PISA 2012.

Macau carece também “de alunos com competências de alto nível” em literacia científica. Apenas cerca de seis por cento dos alunos alcançaram o nível cinco e só 0,4 por cento chegaram ao nível seis de proficiência científica. Resultados idênticos foram obtidos na leitura, apenas sete por cento dos alunos alcançaram os níveis cinco e seis da escala.

A subdiretora dos Serviços de Educação e Juventude de Macau, Kuok Sio Lai, explicou que a avaliação PISA tem servido de referência para a DSEJ “melhorar a avaliação dos alunos”. “No PISA 2012 houve melhorias significativas e estes avanços foram conseguidos com a realização de sessões de promoção de leitura”, explicou a responsável. Kuok Sio Lai assegurou que a DESJ vai “fazer mais trabalho e acções de formação nas escolas com piores resultados” para elevar o desempenho e os níveis de rendimento dos seus alunos. “A inspecção escolar da DSEJ irá às escolas para ajudar na melhoria dos desempenhos”. Além disso, cada escola vai receber um relatório descrevendo a situação dos seus alunos e vai poder ver a tendência no desempenho dos alunos ao longo dos últimos anos.

Em 2012, participaram nesta avaliação internacional 45 escolas da RAEM, incluindo a Escola Portuguesa de Macau. À volta de 5.397 alunos do ensino secundário, com cerca de 15 anos, participaram dos testes e questionários do PISA. A maioria dos alunos encontravam-se a frequentar os 8o, 9o e 10 anos do ensino básico e secundário, enquanto uma pequena parte estudava nos anos de escolaridade mais básicos – 7o ano – ou nos níveis mais elevados – 11o e 12o anos.

O PISA é realizado a cada três anos e avalia a literacia matemática, científica e na leitura de jovens de 15 anos, próximos do fim da escolaridade obrigatória.

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