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Macao Water à espera do Governo

Agosto 31, 2012

A Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau (Macao Water) pediu ao Executivo um reforço da comparticipação em 26 por cento, mas continua à espera de uma resposta. A Capitania dos Portos diz que a decisão está dependente de uma análise não só ao serviço da empresa, como também aos lucros.

Pedro Galinha

Félix Fan Xiaojun confirmou ontem que a Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau (Macao Water) continua à espera de uma resposta, em relação ao pedido de reforço da comparticipação dada pelo Governo à empresa. Segundo o director-executivo, a proposta que prevê uma subida de 26 por cento do subsídio foi enviada “no início de Maio”, mas ainda não mereceu comentários da Administração.

“Ainda não sabemos quando teremos uma resposta. Queremos que chegue o mais depressa possível, mas o Executivo não tem um calendário”, explicou ontem o responsável.

À margem da segunda reunião do Grupo de Ligação ao Cliente da Macao Water, Félix Fan Xiaojun voltou a frisar que o pedido feito ao Governo “não vai influenciar as tarifas de água pagas pelos cidadãos”. O aumento requerido, esclarece, serve para fazer face à subida dos custos do abastecimento de água, que aumentaram quase 40 por cento, nos últimos cinco anos.

“O aumento deve-se à inflação e aos maiores custos de operação, e não cobre o investimento que a companhia precisa de fazer no futuro, tendo em conta o desenvolvimento de RAEM”, concluiu.

A directora da Capitania dos Portos, Susana Wong, lembra que qualquer decisão sobre o possível aumento vai estar dependente de um inquérito sobre o serviço de água, que será encomendado a uma instituição de ensino superior do território. “Estamos a preparar esse inquérito e o resultado vai ser um dos elementos de avaliação. Vai durar alguns meses”, especificou a também coordenadora do Grupo de Trabalho para a Construção de uma Sociedade Economizadora de Água.

Na equação do Governo vai também entrar os custos de operação da empresa, a taxa de inflação e os lucros da Macao Water, que no ano passado fixaram-se nas 56,5 milhões de patacas. “Temos de avaliar tudo”, resumiu Susana Wong.

Previsões “cautelosamente optimistas”

Sobre as previsões hidrológicas para os meses de Inverno e Primavera, o chefe da Divisão de Serviços Marítimos, também presente na reunião de ontem, adiantou que são “cautelosamente optimistas”. Wong Man Tou esclareceu que a precipitação na região de Xijiang (Rio do Oeste) entre Abril e Julho registou valores abaixo da média acumulada, mas são 30 por cento superiores aos verificados no ano passado. Há também informação de reservas “relativamente abundantes” nos principais reservatórios a montante do Rio das Pérolas.

Segundo informações fornecidas pela Capitania dos Portos, “95 por cento da água bruta de Macau vem do Interior da China”. No entanto, existem planos para “aumentar a capacidade dos reservatórios locais”, caso da Barragem de Ka Ho: “De acordo com as informações dadas pelos serviços ligados às obras públicas, o Governo da RAEM está a analisar, na especialidade, a execução da ampliação da barragem. Depois da obra, a sua capacidade poderá ser superior a setecentos metros cúbicos.”

 

 

 

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