Seitas estão “controladas”
A criminalidade violenta cresceu 16,8 por cento no primeiro semestre, face ao período homólogo do ano passado, mas as seitas estão “controladas”. A garantia foi dada ontem pelo secretário para a Segurança, Cheong Kuoc Va.
Pedro Galinha
O secretário para a Segurança, Cheong Kuoc Va, garantiu ontem que as actividades das seitas estão “controladas”. Segundo o responsável, as autoridades locais têm estado “atentas” ao crime organizado e realizaram “operações de grande escala” nos últimos tempos.
“A polícia está muito alerta em relação às actividades de grupos ligados ao crime organizado”, argumentou o titular da pasta da Segurança, durante a apresentação do balanço da criminalidade no primeiro semestre.
De acordo com os dados tornados públicos, os crimes violentos aumentaram este ano 16,8 por cento para 347 casos. Mais 50 do que no mesmo período de 2011.
Em termos gerais, a criminalidade cresceu cinco por cento. No total, foram reportados 6222 casos, ou seja, mais 294 do que nos primeiros seis meses do ano passado.
A categoria dos crimes contra a vida em sociedade foi a que conheceu o maior aumento (14,1 por cento), alavancado pelo crescimento do número de casos de falsificação de documento (55,3 por cento). Foram registados 191 casos entre Janeiro e Junho, enquanto no primeiro semestre do ano passado o número ficou-se pelas 123 infracções.
Os chamados crimes contra a pessoa aumentaram 1,2 por cento, devido à subida de 53,4 por cento dos casos de ameaças à integridade física (de 88 para 135). Quanto às ofensas simples e graves à integridade física diminuíram, respectivamente, 5,7 por cento e 36,4 por cento, no primeiros seis meses.
Nos crimes contra o património – que também subiram, registando-se mais 296 do que no primeiro semestre de 2011 – destacam-se os casos designados de dano, que passaram de 397 para 453. Os roubos aumentaram de 98 para 104 casos (6,1 por cento), enquanto o crime de extorsão foi registado em 23 ocasiões (mais uma do que entre Janeiro e Junho do ano passado).
Na categoria dos crimes contra o território verificou-se uma descida de 17,5 por cento para 400 casos. A diminuição dos chamados delitos de falsa declaração foi responsável pelo recuou, tendo-se registado menos 26,2 por cento dos casos (de 126 para 93 ocorrências).
Os crimes de aliciamento, auxílio, acolhimento e emprego de imigrante ilegal caíram 24,8 por cento na primeira metade do ano. Foram registadas 200 infracções, ao passo que no ano passado o número foi de 266.
Em relação aos crimes relacionados com estupefacientes, a tendência mostra que os casos estão a aumentar. No que diz respeito ao tráfico e venda, registaram-se 66 casos – mais 11,9 por cento do que nos primeiros seis meses de 2011. Quanto ao consumo, o aumento foi de 44 casos, fixando-se nos 48,9 por cento.
Os dados da criminalidade dão ainda conta de uma diminuição da delinquência juvenil. Caiu 26,2 por cento para 45 casos, até ao mês de Junho, tendo por isso reflexo no número de jovens envolvidos: em 2011, foram 83; este ano, 65.
O secretário para a Segurança também anunciou ontem que no primeiro semestre foram interceptadas 567 pessoas do Continente sem documentação (menos 8,1 por cento), 2.267 com o visto individual expirado (mais 4,8 por cento) e 13.947 com visto ou outro documento expirado (mais 24,6 por cento). Quanto a estrangeiros em excesso de permanência, Cheong Kuoc Va indicou 1.479 casos (menos 11,4 por cento).
Entre Janeiro e Junho, as autoridades de Macau conduziram ao Ministério Público para acusação 1.990 pessoas. Mais 38 do que nos primeiros seis meses de 2011.

Então não se vê que estão controladas? Estão tão bem controladas que só acontecem homicidios e tentativas de homicidios esporádicamente numa semana!