Saltar para o conteúdo

MUST só quer “contribuir para a sociedade”

Agosto 8, 2012

O vice-reitor da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla inglesa) continua sem explicar o que é feito com os 75 milhões de patacas doados anualmente à instituição pela Fundação Macau. Mas lembra que a instituição usa fundos públicos com o intuito de “contribuir para a sociedade”.

“O Governo Central e o Governo de Macau apoiam-nos, de forma a que possamos contribuir para a sociedade. Não só agora, mas também no futuro”, disse ontem Liu Liang, à margem da apresentação do 11º Consórcio para a Globalização de Medicina Chinesa (ver caixa).

A polémica em torno dos 75 milhões de patacas entregues todos os anos à MUST foi levantada em Fevereiro por Au Kam San. Segundo o deputado, a Fundação Macau “rejeitou” a apresentação de um relatório sobre os fundos doados à universidade porque se trata de um documento “de uma entidade privada, que envolve actividades, documentos e informações internas”.

“A Assembleia Legislativa, enquanto órgão de controlo, deveria ter acesso a essas informações para se assegurar que o dinheiro está a ser bem utilizado”, argumentou na altura Au Kam San, da Novo Macau.

O vice-reitor da MUST defende-se agora de qualquer suspeição ao dizer que a universidade tem em marcha projectos de investigação “essenciais”. Alguns deles já aprovados pelo Governo.

“Na área do ADN, novos medicamentos e pesquisa de cancro. Também queremos desenvolver novas tecnologias, métodos e padrões para melhorar a medicina chinesa porque podemos contribuir e partilhar a nossa experiência em todo o mundo, contribuindo para a sociedade. É pouco e não significa nada?”, ironiza Liu Liang.

Questionado sobre a possibilidade da instituição avançar para novas instalações, o vice-reitor da MUST admite que o actual espaço “não é suficiente”. No entanto, não acolhe com bons olhos a ideia da instituição ocupar o actual edifício da Universidade de Macau, que vai mudar-se para a Ilha da Montanha: “Não penso nisso. Vamos continuar aqui.”

Sobre as críticas que alguns advogados de Macau têm feito à licenciatura de Direito da universidade, Liu Liang afirma que não tem conhecimentos técnicos para responder. Mas assegura que qualquer currículo académico da MUST tem “qualidade”, facto que se reflecte no número de alunos que a instituição tem recebido nos últimos anos – em 2011/2012 foram 10393, segundo o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior.

“São estudantes com cada vez mais qualidade. Este ano o número foi muito melhor do que o do ano passado e há dois anos aconteceu o mesmo”, explica o vice-reitor da universidade, que considera a nova lei do ensino superior – que vai trazer novos programas, a possibilidade de politécnicos oferecerem cursos pós-licenciatura e liberdade para as instituições públicas pagarem os salários que entenderem – “importante”. P.G.

Faltam especialistas de medicina chinesa em Macau

A MUST organiza nos próximos dias 21, 22 e 23 a reunião anual do Consórcio para a Globalização da Medicina Chinesa (CGMC) no Venetian. Na apresentação do evento, o vice-reitor da universidade e membro fundador do CGMC, disse que “não existem” especialistas suficientes da área em Macau. Isto apesar de o território possuir tecnologia e um laboratório de referência nacional.

About these ads
No comments yet

Deixar uma resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 54 outros seguidores

%d bloggers like this: