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MUST quer mais poupança energética

Junho 14, 2012

E deve ser conseguida através de medidas obrigatórias contempladas na lei. Esta é uma das recomendações da instituição, que fez um estudo sobre a conservação de energia no território. Os jovens são os que poupam menos.

A Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST), a quem o Gabinete para o Desenvolvimento do Sector Energético (GDSE) encomendou um estudo sobre a eficiência energética do território, aconselha o Governo a “tentar legislar a implementação de medidas obrigatórias de conservação energética”.

Esta foi uma das três recomendações que a instituição deixou ao Executivo depois da elaboração do estudo. Outra delas prende-se com o maior investimento na sensibilização para a conservação da energia juntos dos mais novos, através do ensino, já que foi entre esta camada que os resultados foram mais negativos.

A MUST tem vindo a realizar este estudo com uma frequência bienal, comparando, assim, os resultados de 2011, que agora divulga, com os de 2009. Os dados, explica o GDSE, foram obtidos através de inquéritos a famílias, hotéis, escritórios, gabinetes, restaurantes, comércio a retalho e escolas. No caso do segmento das “residências e cidadãos”, foram inquiridas duas mil pessoas, com idades entre os 18 e os 64 anos. Foram ouvidos 20 hotéis e não menos de 350 estabelecimentos de comida, lojas de venda a retalho e escritórios não pertencentes ao Governo.

Em termos gerais, e em comparação com 2009, verificaram-se melhorias ao nível da eficiência energética em Macau. Particularmente, dizem os dados da MUST divulgados pelo GDSE, no sector da venda a retalho, “tendo o consumo energético por mil patacas de valor acrescentado sido equivalente a uma redução de 41,6 por cento”. Nos estabelecimentos de comida a redução foi de 22 por cento, nos escritórios não-governamentais de 6,7 por cento e nos hotéis de seis por cento.

Relativamente à temperatura dos aparelhos de ar condicionado, os escritórios privados foram os que pouparam mais electricidade, tendo a temperatura média sido de 23,9º C, seguidos dos hotéis (23,8º C) e dos estabelecimentos de comida (21,6º C).

O consumo energético per capita, por residência, aumentou 2,9 por cento em relação a 2009. No entanto, como o número de pessoas por agregado familiar e as dimensões de casa residência diminuíram, registou-se “um aumento ligeiro dos índices de eficiência energética do sector doméstico”.

Nas escolas, das 32 instituições que participaram no programa de actividades de conservação energética (pouco mais de metade), 64,7 por cento substituíram as lâmpadas tradicionais por lâmpadas de conservação energética e 75 por cento integraram o tema no currículo escolar.

Os dados mais desanimadores dizem respeito aos estudantes. De acordo com o dados da MUST, no que diz respeito “à conduta dos 1028 estudantes inquiridos, as melhorias não foram satisfatórias, salvo na atitude de desligar os equipamentos eléctricos quando não estão a ser utilizados”. “Nos outros aspectos, não se verificam progressos significativos, tendo-se notado até algum retrocesso em determinados pontos que deverão merecer especial atenção”, diz o comunicado do GDSE, não referindo, no entanto, quais.

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