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Guerra de patentes na Gaming Expo

Maio 23, 2012

Quatro empresas fornecedoras de equipamento de jogo foram ontem impedidas de exibir duas máquinas na Gaming Expo Asia, por força de uma providência cautelar ordenada pelo Tribunal Judicial de Base. Em causa está a protecção de patentes exclusivas para o mercado de Macau; mas a organização do evento não gostou do incidente, pressionando a empresa queixosa a comprometer-se a desistir dos tribunais, sob pena de não voltar a ser convidada.

Jay Chun opera em Macau com a LT Game, associada da off shore Natural Noble Limited; essa sim, proprietária das patentes I/150 – Método e sistema para jogar o grande bacará – e I/380 – Terminal e sistema de jogo; tendo conseguido impedir a exposição das mesmas máquinas por parte de quatro concorrentes: Alfastreet, com sede na Eslovénia; F2 Systems Inc, da Coreia do Sul; e as australianas Shuffle Master Asia e Interblock Asia Pacific .

A Alfastreet assumiu logo ontem, em declarações ao Macau Business Daily, que retiraria as suas máquinas, embora discordando da decisão do tribunal, pois não pretenderiam vendê-las em Macau, apenas mostrando-as a potenciais compradores de outros países. Quando o perito do tribunal e os oficiais da Alfândega chegaram ontem de manhã à exposição, apenas a Shuffle mantinha as suas máquinas expostas, tendo nessa altura recebido ordem para retirá-las.

A surpresa surgiu logo a seguir com a retaliação por parte dos organizadores: Reed Exhibitions e Associação Americana de Jogo. Agastados com a exclusão de empresas com peso na indústria, entenderam que também LT Game devia retirar-se da exposição. Jay Chun recusou-se contudo a fazê-lo e, segundo fonte próxima, terá avisado que só o tirariam dali à força, e que chamaria a polícia. Fonte oficial da companhia, Bety Vhao, confirmou entretanto ao nosso jornal a pressão exercida pela organização, que tentou um acordo escrito que impediria novo recurso ao tribunal, sob pena de não voltar a convidar a LT Game. Mas esta não cede: “A posição dos organizadores é ridícula; estamos apenas a proteger os nossos direitos, baseados numa decisão do tribunal. Por isso não abandonamos o evento e, para o ano, se alguém voltar a expôr estas máquinas, recorreremos novamente aos tribunais”, garante Bety Vhao. Até ao fecho desta edição não foi possível obter o comentário da organização. P.R.

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