“Tenho de ir buscar alguns patrocínios a Macau”
Em vésperas de iniciar a nova época, Rodolfo Ávila confirma que o futuro desportivo deve continuar a passar pela Team Jebsen que disputa a Taça Porsche Carrera Ásia. “Estamos em negociações para isso”, disse o piloto de Macau que busca patrocínios no território.
Pedro Galinha
Em 2012, Rodolfo Ávila deve continuar a defender a Team Jebsen na Taça Porsche Carrera Ásia (PCCA, na sigla inglesa). “Tudo indica que sim, estamos em negociações para isso”, afirmou.
A confirmar-se, o piloto de 24 anos vai alinhar na grelha da competição pelo quarto ano consecutivo, depois da estreia em 2009 pela Asia Racing Team, que antecedeu o ingresso, em 2010, na Team Jebsen.
Ávila, que terminou a temporada de 2011 em segundo lugar, deve iniciar oficialmente a época nas sessões de treinos dos próximos dias 24 e 25 de Março, no Circuito Internacional de Zhuhai. Quanto às primeiras duas rondas da competição, estão marcadas para 13, 14 e 15 de Abril, no Circuito Internacional de Xangai.
- Na época de 2012, vai continuar a competir pela Team Jebsen?
Rodolfo Ávila – Tudo indica que sim, estamos em negociações para isso.
- A preparação já arrancou?
R.A. – Ainda estou a tentar ver se conseguimos testar ou não porque os carros estão na Malásia e, depois, têm de ir para Zhuhai para os testes oficiais. Vão no dia 20 e eu quero tentar ir à Malásia no dia 16 ou 17, mas a equipa ainda não conseguiu confirmar isso com o engenheiro. Estamos à espera.
- Volta a correr com o mesmo carro?
R.A. – O carro é igual ao do ano passado. As viaturas vêm sempre por ciclos de três anos. Só depois recebemos um carro novo. Ainda assim, para esta época as peças são todas novas, o motor é novo, a caixa é nova, as suspensões são novas. Por isso há sempre alguma vantagem.
- E a desvantagem?
R.A. – Todas as equipas da frente têm carros novos e nós vamos correr com o motor e o carro do ano passado. Pode ser uma desvantagem, mas vou esperar que o campeonato comece. Depois dos primeiros testes, vou ver como o carro responde em relação aos outros.
- Os adversários deste ano vão ser os mesmos do ano passado?
R.A. – Este ano, muitos pilotos ainda não foram anunciados, por isso há muitos boatos no ar. Por exemplo, dizem que vem um piloto muito conhecido chinês, o Ho-Pin Tung, que já foi piloto de testes na Fórmula 1 da Renault e fazia também muito GP2. Em princípio, este ano vai entrar, tal como o Darryl O’Young, que estava a correr o WTCC [sigla inglesa para Campeonato Mundial de Carros de Turismo]. Mas, até agora, estamos um bocado naquilo que chamam de “silly season”. Há boatos em todo o lado. Vejo como concorrentes os mesmos pilotos do ano passado. O Alex Imperatori e o Keita Sawa, que ganhou no ano passado.
- Todos os patrocínios são assegurados pela Team Jebsen?
R.A. – Ainda tenho de ir buscar alguns patrocínios a Macau para poder conseguir pagar a época toda. A Team Jebsen não comparticipa tudo, por isso são sempre necessários alguns subsídios. Em Macau tenho patrocinadores habituais, como o BNU. Mas estamos à espera. Talvez no final do mês já consigamos saber algo.
- O Grande Prémio de Macau de 2012 volta a estar na agenda desportiva?
R.A. – Em princípio, acho que sim. É um pouco cedo para dizer, mas normalmente faço sempre parte do Grande Prémio. Só num ano é que isso não aconteceu. À partida, será nos GT.
- A forma como os subsídios para os pilotos de Macau são atribuídos continua a ser uma batalha?
R.A. – Em Macau é sempre complicado. Muitos de nós, pilotos, tentámos mostrar que estava mal. Fizemos a nossa parte e não conseguimos continuar a lutar contra o sistema. Vamos ver. Espero que toda a gente tenha bom senso e repare que há melhorias a fazer. Para nós, a questão de terminar as corridas não faz qualquer sentido. Pode ser que o desporto em Macau melhore. Temos sempre essa esperança. É claro que já houve anos melhores, com os pilotos a receberem mais. Mas agora estão a tentar entrar numa nova etapa em que se tenta ajudar a maior parte dos pilotos. Antigamente, ajudavam-se dois ou três – os de topo – e actualmente estão a ajudar mais ou menos todos os pilotos que tenham licença desportiva da RAEM. O que se torna um problema porque há gente de Hong Kong que tinha residência em Macau e que começa a mudar a bandeira para correr e para receber também esses subsídios. É um bocado chato.
– No seu caso, o quarto lugar conquistado na Taça GT Macau, no ano passado, dá-lhe algumas garantias.
R.A. – Eu terminei a prova, não tenho esse problema. Quem não terminou terá vida mais complicada em 2012. Por exemplo, o André Couto e alguns dos carros de turismo. Isto não ajuda. Os pilotos ficam numa situação complicada. Já é difícil arranjar patrocinadores e isto torna tudo mais difícil.
