Portugal lembrar centenário de Manuel Teixeira
A Fundação Oriente e o Centro Científico e Cultural de Macau prometem iniciativas para evocar os 100 anos do nascimento de Monsenhor Manuel Teixeira, que se assinala no próximo mês de Abril.
João Paulo Meneses
Pelo menos a Fundação Oriente (FO) e o Centro Científico e Cultural de Macau (FO) vão evocar, este ano, o centenário do nascimento de Monsenhor Manuel Teixeira com algumas actividades. Se fosse vivo, faria 100 anos no dia 15 de Abril.
João Calvão, da FO, revelou que a instituição tem previsto realizar em Maio uma conferência por Beatriz Basto da Silva e a apresentação de uma pequena exposição bibliográfica.
Já o CCCM informou o PONTO FINAL que pretende assinalar esses 100 anos com conferências e uma mostra bibliográfica, em data a anunciar.
Recorde-se que Manuel Teixeira doou todo o seu espólio documental (ou parte significativa dele) a este centro, via extinta Missão de Macau: uma biblioteca com cerca de três mil títulos, perto de dois mil manuscritos, além de uma colecção de fotografias que é considerada das mais ricas sobre o Macau português.
Outras entidades poderão realizar iniciativas, mas não são do conhecimento deste jornal. Uma delas, que contactámos, a Fundação Jorge Álvares, não deu resposta ao pedido de informação.
Fica também por saber se haverá alguma edição ou reedição de obras de Monsenhor Manuel Teixeira, ele que deixou alguns originais, além de ter editado 123 obras diferentes (várias delas completamente esgotadas).
Em 2001 regressou definitivamente a Portugal, tendo vivido os últimos anos em Chaves, onde está sepultado.
Freixo de Espada à Cinta?
Ainda menos provável é que Freixo de Espada à Cinta se lembre deste seu ilustre filho. Manuel Teixeira é um completo desconhecido localmente, não havendo qualquer rua com o seu nome ou registo de qualquer iniciativa promovida pela autarquia para o evocar.
Também a casa onde nasceu é uma incógnita. A única irmã de Manuel Teixeira, agora com 86 anos, também ela religiosa (e que ainda não tinha nascido quando o jovem Manuel partiu para o Oriente), disse ao PONTO FINAL que não se recorda do local e que já não há qualquer familiar vivo que tenha essa informação.
A Câmara de Freixo de Espada à Cinta também não respondeu ao pedido de informações deste jornal.
