Autonomia da UMAC em debate
O GAES e a universidade pública convidam peritos de todo o mundo para apontar caminhos sobre os novos estatutos da instituição, que está em mudança para a Ilha da Montanha. O fórum internacional acontece a 21 e 22.
Maria Caetano
O modelo de gestão e de autonomia da Universidade de Macau (UMAC) vai estar em debate, este mês, numa conferência internacional organizada pela instituição académica e pelo Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) que antecipa a transferência do campus da universidade para a Ilha da Montanha, a acontecer em 2014.
O encontro vai reunir especialistas em administração académica do Continente, de Hong Kong, de Taiwan, de Singapura, da Coreia do Sul, de Portugal, da Áustria, dos Estados Unidos, do Canadá, e também de Macau, nos próximos dias 21 e 22, no centro de convenções do Centro de Ciência.
O “Fórum Internacional – Gestão Universitária: Chave da Competitividade” visa, segundo a organização, “discutir as estratégias de desenvolvimento” e “procurar uma modalidade de gestão adequada ao desenvolvimento das instituições de ensino superior de Macau”. Isto, numa altura em que um grupo de trabalho nomeado pelo Chefe do Executivo prepara a revisão dos estatutos da UMAC, com mandato até Abril.
A Daniel Tse, presidente da equipa e também do conselho da universidade, caberá dar as boas-vindas aos participantes no fórum, ao lado de Zhang Xiuqin, director do gabinete para os assuntos de Macau, Hong Kong e Taiwan do Ministério da Educação da China. Wei Zhao, reitor da UMAC, e Sou Chio Fai, coordenador do GAES, estão também entre os anfitriões do encontro internacional, que contará com a presença de membros do Governo, da Assembleia Legislativa e representantes de outras instituições académicas do território.
Estarão lá também os membros do Conselho Executivo, que nesta altura terão em mãos a proposta de revisão do regime jurídico do ensino superior, segundo indicou no ano passado o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U. Não se sabe quando o diploma chegará à Assembleia Legislativa.
Em preparação pelo GAES – e sem data avançada para conclusão – encontra-se também uma proposta para um novo regime de avaliação das instituições de ensino superior locais.
Os temas alinhados para debate dizem respeito à “optimização da autonomia das instituições públicas”, aos modelos de estatuto jurídico adoptados pelas diferentes universidades, ao sistema externo de gestão das instituições – incluindo relações com governos e modos de financiamento –, às relações institucionais dentro dos órgãos das universidades, ao “equilíbrio entre autonomia, controlo e responsabilidade” e à partilha de experiências reformadoras para elevar os padrões académicos a um nível mundial.
De Portugal, o fórum internacional contará com três representantes. Estarão presentes o antigo secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior do Governo de José Sócrates, Manuel Valsassina Heitor, o reitor da Universidade Nova de Lisboa e presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Rendas, e o reitor da Universidade do Minho, António Cunha.
Entre os responsáveis de órgãos governamentais com responsabilidades na supervisão das instituições de ensino superior contam-se nos painéis do fórum, além de Sou Chio Fai, Zhang Daliang, director-geral do departamento de ensino superior do Ministério da Educação da China, e Harvey P. Weingarten, presidente do Conselho para a Qualidade do Ensino Superior de Ontário, no Canadá. Kenneth Ashworth, antigo comissário do Conselho de Coordenação do Ensino Superior do Texas, dos Estados Unidos, é outro dos convidados.
