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Panchões rebentam fora da norma

January 26, 2012

Os regulamentos proíbem, mas a tradição continua a ser cumprida fora dos locais designados. A polícia recebeu queixas, mas não há acidentes a lamentar.

Stephanie Lai

O Corpo de Bombeiros não recebeu, até ontem, qualquer relato de ocorrência resultante da queima de panchões em zona não autorizada. No entanto, e por comparação com a vizinha província de Guangdong e com Hong Kong, Macau parece ter um flexível desconto para com os infractores das normas para queima do material pirotécnico – os vestígios e os sons dos rebentamentos são visíveis e audíveis nesta época do ano.

Até à próxima sexta-feira, as zonas autorizadas pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) para o rebentamento de panchões estão localizadas na marginal da Estrada Almirante Marques Esparteiro, na Taipa, e junto à Torre de Macau, no aterro contíguo à Avenida Dr. Sun Yat-sen.

O Regulamento Geral dos Espaços Públicos estipula que, por ocasião das festividades do Ano Novo Lunar, a queima de panchões, o lançamento de foguetes e de fogo-de-artifício deve decorrer apenas em espaços delimitados para tal pelo IACM, sob parecer da Polícia de Segurança Pública e dos bombeiros.

Apesar da interdição à prática tradicional em locais não autorizados, os panchões continuam a rebentar nas bermas das ruas, nas tendinhas de vendas, à porta de edifícios residenciais e dos jardins. A violação das normas para a utilização dos espaços públicos pode resultar em multas de até 20 mil patacas.

O montante elevado não parece dissuadir quem procura afugentar os maus espíritos com o barulho dos panchões, sendo que a polícia confirma ter recebido algumas queixas nos últimos dias relativas à queima ilegal do material. De acordo com os dados recolhidos pelo PONTO FINAL, as denúncias dizem sobretudo respeito a infracções ocorridas dentro de prédios de habitação durante a noite.

Apesar das queixas feitas junto da Polícia de Segurança Pública e do IACM (através da linha 6300 5700, em funcionamento permanente), as dificuldades em apanhar infractores parecem estar relacionadas com a “rapidez” com que é feita queima dos panchões. Pelo menos, é essa a razão apontada pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, responsável pela fiscalização.

Não há, no entanto, acidentes a lamentar da queima de panchões em local proibido. “Desde 20 de Janeiro até às 18h de 25 de Janeiro, registaram-se apenas 16 casos de pequenos incêndios em sacos de lixo devido à queima votiva de papéis, não totalmente apagados quando foram descartados”, informaram os bombeiros.

“Nas zonas indicadas para queima de panchões, lançamento de foguetes e fogo-de-artifício, não houve alarme. Registaram-se apenas pequenos ferimentos e queimaduras”, de acordo com a corporação.

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