TN27 mais caro que a Tranquilidade
Os preços das casas económicas em construção na ilha da Taipa são agravados em três por cento, por comparação com os disponibilizados já na península. O Governo diz ter recorrido desta vez a avaliadores externos.
Sobem os preços, mas também aumenta a bonificação do Governo aos candidatos admitidos para aquisição de uma fracção de habitação económica no empreendimento público TN27, designado como Edifício do Lago, na Taipa. Os valores para venda oscilam entre as 544 mil patacas e 1,45 milhões de patacas para as diferentes tipologias de casas – 2703 no total, distribuídas por seis blocos de apartamentos.
A tabela para fixação dos valores pelos quais serão vendidos os apartamentos foi ontem publicada em Boletim Oficial, e prevê um agravamento da ordem dos três por cento face aos preços pelos quais foram disponibilizadas as casas económicas da Alameda da Tranquilidade, na península.
Já o rácio de bonificação sobre o valor dos imóveis (o desconto público de que gozam as famílias por força da sua capacidade económica limitada) foi fixado em 54,3 por cento, contra os 50 por cento concedidos aos compradores da Tranquilidade.
O Instituto da Habitação (IH), responsável pela gestão do processo de construção e distribuição de habitação pública, diz ter recorrido a três avaliadores, não identificados, para o cálculo dos preços de venda daquele que é o primeiro empreendimento de habitação não entregue para construção a promotores privados. As casas deverão estar prontas a habitar no último trimestre do próximo ano, segundo consta na agenda do Executivo.
O preço médio do metro quadrado de uma fracção com uma área útil de 40 metros quadrados foi calculado em 17.143 patacas, acrescidas de “um factor de correcção da zona” de três por cento, acima das casas públicas que foram postas à venda na península de Macau durante este ano. Assim, o preço efectivo fica em 17.657 patacas por metro quadrado de área útil. Já o valor do pé quadrado foi fixado em 1184 patacas.
De acordo com a tabela publicada ontem, o preço de venda das fracções de T1 do Edifício do Lago poderá situar-se entre as 544 mil e as 873.600 patacas, com as fracções a terem uma área útil entre os 36,5 e os 41,27 metros quadrados de área útil. Os T2, com entre 48,5 e 53,86 metros quadrados, estarão à venda por valores entre 624.300 e 1,1 milhões de patacas. Os T3 podem ser adquiridos com entre 876 mil e 1,45 milhões de patacas, com áreas de 61,83 a 68,97 metros quadrados.
O IH diz ter-se socorrido de “dados proporcionados pelas três companhias profissionais de avaliação de propriedades”, nenhuma das quais identificada em nota de imprensa publicada pelo organismo, e tido em conta “os factores da capacidade aquisitiva dos agregados familiares de habitação económica, a localização dos edifícios, o ano de construção dos edifícios, a orientação e localização das fracções na estrutura global do edifício, a área e a tipologia”.
Além disso, junta o instituto, o cálculo do rácio da bonificação do TN27 atendeu não só a uma análise “científica e racional”, como também à “previsão da evolução do futuro ambiente económico”.
O Instituto de Habitação dá hoje início ao envio de ofícios aos candidatos qualificados para a compra das habitações públicas. As famílias poderão visitar e escolher as casas a partir do próximo dia 19, em data e hora indicada pelo organismo.
A lista ordenada dos candidatos em lista de espera conta actualmente com 10.354 agregados familiares e o andamento do processo de distribuição das fracções pode ser consultado online, em www.ihm.gov.mo.
