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Dezassete por cento de cigarro na mão

December 29, 2011

A quatro dias de entrar em vigor a nova lei de combate ao tabagismo, o Governo divulgou um estudo sobre o consumo de tabaco em Macau: 16,9 por cento dos residentes fumam. Aqueles que têm entre 35 e 54 anos são os que mais usam o isqueiro.

A tarefa foi levada a cabo pelos Serviços de Estatística e Censos que em 2008 e 2009 tinham feito um estudo semelhante. Em Macau, a taxa de consumo de tabaco na população com idade igual ou superior a 15 anos é de 16,9 por cento, um número ligeiramente superior ao registado há dois anos (16 por cento), mas ainda assim inferior ao de 2008 (17,3 por cento).

Os números ontem revelados pelos Serviços de Saúde, que encomendaram o estudo, revelam que, no mesmo grupo etário, são os homens aqueles que mais tabaco consomem: 31,4 por cento contra 3,8 por cento de mulheres. A taxa de consumo de tabaco mais alta para fumadores do sexo masculino verifica-se entre os 35 e 44 anos (40,7 por cento), enquanto a taxa mais alta para fumadoras é registada entre os 25 e 34 anos (5,2 por cento). Apesar das diferenças, os fumadores do sexo feminino são mais jovens do que os do sexo masculino.

Na análise por idades, constatou-se que as taxas de consumo de tabaco dos grupos 35-44 anos e 45-54 anos são as mais altas, sendo de 19,9 por cento e 19,8 por cento, respectivamente. Já no que diz respeito aos níveis de educação, a proporção de fumadores com o grau de ensino primário é a mais elevada, atingindo 20,9 por cento.

Entre os residentes que consomem tabaco regularmente, 48,7 por cento fumam 11 a 20 cigarros por dia. Os residentes com mais de 35 anos e com menor nível de formação académica são aqueles que mais cigarros acendem, indica o estudo. A pesquisa permitiu ficar ainda a saber que 26,8% fumadores tentaram deixar de o ser.

Quanto ao fumo passivo, problema que a nova lei vai tentar controlar, é nos estabelecimentos de restauração que a situação é mais grave (93 por cento), sendo que a taxa nos locais de trabalho se situa nos 53,6 por cento. Em 30,3 por cento dos domicílios existe o hábito de fumar. “Geralmente, a taxa de exposição dos fumadores ao fumo passivo é mais alta do que a dos não fumadores”, lê-se também no relatório.

Os residentes com menos de 15 anos ficaram fora deste inquérito, mas os Serviços de Saúde deram ontem a conhecer um outro estudo feito em 2010, que abrangeu um total de 1830 estudantes de 23 escolas do território. Os autores da pesquisa obtiveram uma taxa de retorno de 88,7 por cento.

As perguntas feitas aos alunos com idades entre os 13 e os 15 anos permitiram ficar a saber que, no ano passado, 9,5 por cento destes estudantes consumiam tabaco (8,2 por cento do sexo masculino e 10,9 por cento do sexo feminino).

“O estudo mostrou uma tendência de rejuvenescimento e feminização naquele grupo em relação à taxa de consumo de tabaco”, destaca-se no documento, que refere ainda que 40 por cento dos estudantes tiveram contacto com o fumo passivo no domicílio, com mais de 60 por cento a terem semelhante experiência em espaços públicos. “A situação da exposição ao fumo passivo em jovens é cada vez grave”, frisam os Serviços de Saúde.

O Governo quis saber o que pensam os mais novos sobre as limitações ao fumo: 66,9 por cento dos estudantes apoiam a proibição de fumar nos espaços públicos, apresentando um acréscimo de 3,8 por cento em relação ao número obtido em 2005, ano em que tinha sido feito um estudo semelhante.

Entre os estudantes fumadores com idades compreendidas entre os 13 e os 15, 56,6 por cento desejam deixar de fumar, registando-se um aumento de 14,5 por cento em relação a 2005.

 

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