Skip to content

Escolas com mais polícia

November 30, 2011

O secretário para Segurança promete reforçar as operações para afastar as seitas das instituições de ensino. Cheong Kuok Va quer evitar que os alunos sejam recrutados pelas associações criminosas. O alerta veio dos deputados.

Sónia Nunes

A delinquência juvenil marcou o segundo e último dia de debate das Linhas de Acção Governativa da área da Segurança, com os deputados a alertarem para a presença de associações criminosas nas escolas. Cheong Kuok Va prometeu mais patrulhas, mais diálogo com as direcções das instituições de ensino e um reforço da campanha para prevenir que as tríades recrutem estudantes. Mas o hemiciclo duvida que as operações tenham efeito.

“Em Outubro, saiu uma reportagem sobre a infiltração das seitas nas escolas. Há um mecanismo de comunicação, mas o aluno em causa só participou do caso à polícia depois de ter sido agredido. Antes disso a PSP não tinha conhecimento do caso”, alertou a deputada Melinda Chan, numa reacção ao programa de prevenção da criminalidade juvenil defendido por Cheong Kuok Va. O secretário para a Segurança garantiu que as forças policiais vão “evitar que as máfias aliciem estudantes para as suas actividades”, prometeu “combate”, destacou a “rede de comunicação” estabelecida entre as autoridades e a direcção das escolas, e lembrou as atribuições do Núcleo de Acompanhamento de Menores da Polícia Judiciária, criado há quase dez anos.

“Há que reforçar os trabalhos”, ripostou Melinda Chan. Ho Sio Kam, deputada nomeada e presidente da Associação de Educação, concordou: “O Governo não pode ignorar a infiltração de seitas nas escolas. Parece que a situação melhorou, não encontramos pessoas com cabelos dourados a guardar os alunos. As medidas surtiram alguns efeitos, mas as escolas entendem que o Governo ainda pode reforçar o diálogo”. “Será que a PSP pode reforçar a cooperação com os assistentes sociais experientes? Será que os alunos podem participar em actividades, como fazer voluntariado, em vez de serem aliciados pelas seitas?”, propôs o advogado Vong Hin Fai, também nomeado à Assembleia Legislativa.

“As autoridades policiais vão reforçar os trabalhos, através do patrulhamento. Vamos actuar no terreno, em duas frentes: prevenção e combate”, reiterou Cheong Kuok Va. O princípio aplica-se também à estratégia da Segurança para travar o consumo e tráfico de estupefacientes em Macau – com o governante a clarificar a intenção do Governo de “pensar sobre o agravamento das penas” previstas na lei da droga, alterada em 2009.

O argumento? O secretário entende que três meses de cadeia como pena máxima para os consumidores e três a 15 anos de prisão para os traficantes faz de Macau um sítio “atraente” para os toxicodependentes. Mas Lee Chong Cheng mostrou-se também preocupado com a produção de ‘ice’ e quetamina no território: “O fabrico de drogas é mais rápido e fácil. O preço também é mais barato”. O deputado dos Operários pediu uma “política para combater o consumo e tráfico de drogas pelos jovens” que, sublinhou, “são aproveitados pelos traficantes”.

Apesar do alarme, o número de toxicodependentes está a diminuir em Macau – ainda que, conforme indicou Melinda Chan, haja mais jovens a afirmar que já experimentaram drogas. Cheong Kuok Va respondeu com mais campanhas de prevenção. “Estamos sempre atentos aos actos desviantes dos jovens”, disse o secretário, antes de receber do deputado Ung Choi Kun um CD com imagens de uma câmara de videovigilância que terá captado uma cena de agressão entre jovens na Areia Preta.

 

Advertisement
No comments yet

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.