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Linhas pouco claras no apoio à deficiência

November 17, 2011

Famílias e organizações queixam-se do mesmo: o Governo ainda não deu suficientes garantias de apoio para 2012. Querem medidas para recrutar técnicos de apoio e centros para pais e filhos que estão a envelhecer.

Stephanie Lai

As Linhas de Acção Governativa apresentadas terça-feira e ontem pelo Chefe do Executivo colhem uma reacção morna por parte das famílias e organizações com responsabilidades de apoio às pessoas portadoras de deficiência em Macau. Há ainda que esperar pelo que o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, terá para apresentar em Dezembro. Mas, para já, lamenta-se a falta de novas ideias para o sector da parte de Chui Sai On.

É bom saber do reforço dos apoios sociais em todas as frentes, diz a Associação dos Familiares e Encarregados dos Deficientes Mentais de Macau (AFEDMM), mas faltaram promessas de apoio comunitário para aqueles que sofrem de deficiência mental. Hetzer Sio Yu Hong, da Associação Paralímpica de Macau, entende também que Chui deveria ter valorizado no seu discurso a educação cívica para aceitação das incapacidades.

“Estávamos à espera de ver apoio médico especial para aqueles que são portadores de deficiência mental e o estabelecimento de lares destinados a famílias onde tanto pais como filhos que necessitam de cuidados estão a envelhecer”, afirma a presidente da AFEDMM, Sandra Liu. “Mas poucas das nossas expectativas são cumpridas nestas LAG”, afirma.

No domínio da acção social, para 2012, o Governo promete que o cartão de identificação do portador de deficiência será promovido junto das empresas para que haja maior conhecimento sobre os benefícios que este oferece. Chui Sai On afirmou também que pretende melhorar as instalações de três centros de reabilitação e expandir os serviços de apoio e o financiamento às famílias que possuem membros com incapacidades.

Sandra Liu não ficou ainda assim satisfeita. “Estamos a competir com organismos da Administração na contratação de professores de ensino especial, e é bastante difícil às organizações não-governamentais conseguirem recrutar um professor para as suas escolas e centros de dia”, queixa-se.

“A nossa associação espera há meio ano para contratar um professor. Além disso, ainda não ouvimos falar da cooperação com instituições do exterior para conseguir recrutar profissionais médicos, de reabilitação e assistentes sociais que nos ajudem”, diz.

A AFEDMM e a Associação Paralímpica de Macau esperam que, no próximo mês, Cheong U possa anunciar detalhes concretos sobre apoios para portadores de deficiência. “Não digo que não haja medidas para apoiar aqueles que têm incapacidade, mas adorava mesmo que o Chefe do Executivo viesse ao nosso bairro contactar pessoalmente com estas pessoas e que prestasse maior atenção ao desenvolvimento educativo e desportivo”, declara Hetzer Siu.

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