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Grandes máquinas aceleram em Macau

September 29, 2011

De 28 a 30 de Outubro. A Exposição Internacional do Automóvel da China está marcada para o Venetian. Liu Dashan, da organização, diz que nem ele viu ainda um carro desportivo que custasse 39 milhões de yuan. Está a caminho.

Stephanie Lai

A Exposição Internacional do Automóvel da China está marcada para os dias 28 a 30 de Outubro, no casino-resort Venetian. As datas foram avançadas ontem pelo gerente geral do grupo Nam Kwong, Liu Dashan, que diz que as empresas do Continente estão confiantes na expansão das exportações automóveis para Macau, Kong Hong e países do sudeste asiático. As parcerias com a lusofonia também fazem parte da estratégia de mercado.

São mais de 50 mil metros quadrados divididos em quatro salões: há o pavilhão da inovação automóvel da China, o museu dos “super carros” desportivos, a zona de importação, e uma área para exposição de veículos comerciais e motociclos. A exposição conta com a participação de marcas internacionais de renome, mas todas as atenções do evento parecerem estar viradas para as empresas do Continente com mais créditos no mercado. China First Auto Works, Dongfeng Motor Corp., Guangzhou Automobile Industry Group e a Geely Automobile estão entre os nomes mais sonantes.

Há carros de luxo e veículos verdes, mas há sobretudo um carro desportivo apresentado como uma super máquina e avaliado em 39 milhões de yuan. É uma estreia absoluta: “Nem eu o vi ainda”, diz Liu Dashan. “Ao mesmo tempo, a exposição vai ter a limusina que transportou o Presidente Mao, [o antigo primeiro-ministro] Zhou Enlai e líderes estrangeiros”, acrescentou.

A par com o salão do automóvel no Venetian, decorre a Exposição Internacional de Iates, na Doca dos Pescadores. Liu Dashan estima que os dois eventos resultem em cerca de dois mil expositores e potenciais compradores.

O gerente geral do grupo Nam Kwong destaca que a exposição automóvel é uma “ocasião importante” para as empresas estatais explorarem as exportações para Hong Kong, regiões do sudeste asiático e países de língua portuguesa, uma vez que o mercado de Macau é “muito limitado”. O responsável diz ainda que os automóveis fabricados na China estão a ficar mais conhecidos na arena internacional: os autocarros e camiões pesados, indicou, são hoje já “bastante populares” na América Latina e África.

A organização explica ainda que os lucros gerados pela exportação de veículos com o selo ‘Made in China’ são maiores do que os obtidos pelas vendas dentro do país, graças à política fiscal. Em 2010, o Continente produziu 18,26 milhões de veículos e vendeu 18,06 milhões. No ano passado, foram exportadas 545 mil viaturas com cunho nacional (mais 43,2 por cento do que em 2009). A exportação de peças automóveis traduziu-se em 32,6 mil milhões de dólares norte-americanos.

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