Milhares de regresso à escola
As 78 escolas do ensino não superior de Macau vão contar no próximo ano lectivo com um total de 76.407 alunos e 5795 professores, de acordo com os dados avançados ontem pelos Serviços de Educação e Juventude.
Dos mais de 76 mil alunos que o ensino não superior da RAEM vai acolher, a maioria (73.545) será da educação regular e 2862 do ensino recorrente. No ensino regular, as escolas do território contam com um rácio de um professor para cada 13,4 alunos, melhorado face ao início do ano lectivo passado, que era de um professor por cada 14,1 alunos.
Por outro lado, os estabelecimentos de ensino não superior da região contam com um rácio de um professor para cada 2,3 turmas e uma média de 30,5 alunos por turma.
A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) garante, em nota à imprensa, que no próximo ano lectivo “será acelerada a implementação do regime de turmas reduzidas e (…) optimizados, ainda mais, os rácios professor/aluno e turma/professor”.
Por outro lado, o Governo promete apostar no “aperfeiçoamento do ambiente e equipamentos pedagógicos, melhorando os currículos e o ensino da própria escola, bem como incentivando o desenvolvimento profissional dos docentes”. O objectivo é “aumentar a qualidade educativa e a formação de quadros qualificados”, realça a DSEJ, apontando várias medidas a lançar, entre elas um novo modelo combinado de auto-avaliação e avaliação externa das escolas.
O Executivo vai “organizar os alunos com 15 anos para participarem, em 2012, no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)”, acrescenta o organismo em comunicado.
Por outro lado, no próximo ano lectivo será reforçado o “investimento do financiamento educativo”, sendo que o montante do subsídio de escolaridade gratuita por turma para os ensinos infantil, primário, secundário geral e complementar vai sofrer um acréscimo entre os 3,6 e os 11 por cento para 570 mil patacas a 870 mil patacas.
Também o subsídio de propinas dos alunos que frequentam as escolas não integradas no sistema de escolaridade gratuita será reforçado entre os 7,7 e os 18,2 por cento nos ensinos infantil, primário e secundário para 12 a 14 mil patacas.
Já o subsídio para aquisição de manuais escolares passou de 1500 para 1700 patacas por aluno, o que representa um aumento de 13,3 por cento, e o número de bolsas de mérito a atribuir será aumentado de 20 para 40, bem como o montante das bolsas para alunos de famílias com dificuldades económicas.
No ano lectivo 2011/2012 serão ainda “criados cursos extensivos do ensino secundário para turmas reduzidas de ensino especial” e estudadas medidas de incentivo aos finalistas do ensino secundário a ingressarem em cursos superiores, de modo a se “prepararem mais quadros qualificados” no território.
