O que Portugal deixou pelo mundo
O “Taman Sari” – ou Palácio da Água” – é um dos espaços históricos de origem portuguesa que integram o levantamento feito pela Fundação Calouste Gulbenkian, que quis listar o património com ligações ao país espalhado pelo mundo. O trabalho de pesquisa deu origem a uma obra, dividida em vários volumes, e a uma exposição.
O tomo sobre a Ásia do trabalho dirigido pelo historiador José Mattoso é hoje lançado em Macau, ao final da tarde (18h30), no Auditório do Museu de Arte. Amanhã, à mesma hora, no edifício do Leal Senado, é inaugurada a exposição “O Património Histórico de Origem Portuguesa no Mundo e a Fundação Calouste Gulbenkian”. Quem passar pela Galeria de Exposições Temporárias poderá ver o acervo referente ao segmento asiático e índico da mostra – são fotografias e maquetas que ilustram o legado português neste ponto do mundo.
“Esta exposição é uma celebração dos 500 anos de presença dos portugueses na Ásia Oriental e da longa amizade histórica criada com os vários povos na região”, explica em nota à imprensa o Consulado-Geral de Portugal em Macau, promotor da iniciativa. “A partir do Verão de 1511, Oriente e Ocidente ficaram permanentemente ligados por comunicações regulares directas. Esse foi um momento de viragem na história da Humanidade.”
Macau teve um papel determinante nesta ligação entre dois mundos, razão pela qual o consulado (que conta com a colaboração da Fundação Calouste Gulbenkian, da Fundação Jorge Álvares, do Instituto Camões e do Instituto Português do Oriente, bem como com a cooperação do IACM) decidiu trazer a exposição até ao território.
