Skip to content

Duas centenas à porta do China Plaza

June 28, 2011

Têm filhos, hoje adultos, a residir no Continente e não desistem. Os pais que lutam pelo direito à reunião familiar voltaram ontem a reunir-se com os Serviços de Identificação. Todas as tentativas fracassaram até aqui.

Stephanie Lai

Os pais que lutam pela reunião com os filhos que residem no Continente, e que tinham mais de 14 anos quando os progenitores conseguiram residência no território (em 2001), deslocaram-se ontem às instalações da Direcção dos Serviços de Identificação (DSI) para mais uma vez voltarem a requerer reunião familiar.

O movimento de pais está a constituir uma nova organização, a Associação da União Familiar de Macau, e tem actualmente como representante Lei Iok Lan. A dirigente, acompanhada de outros nove indivíduos, esteve ontem reunida com responsáveis da direcção de serviços para renovar os pedidos que têm vindo a motivar várias manifestações e petições.

A última acção dos pais ocorreu aquando da visita do director do Gabinete para os Assuntos de Macau e Hong Kong do Conselho de Estado, Wang Guangya, com a entrega de uma carta no edifício do Gabinete de Ligação do Governo Central.

Os pais, anteriormente representados por uma comissão, têm vindo a pedir que a Administração local flexibilize os preceitos legais vigentes na concessão de residência, alegando que não está em causa a possibilidade de um grande aumento populacional. Mas a DSI insiste que não compete à RAEM decidir sobre a matéria, sendo esta da competência das autoridades centrais responsáveis pelas políticas de migração.

Mas nem por isso os pais dão sinais de desistência. Ontem, de acordo com dados da Polícia de Segurança Pública, duas centenas de indivíduos que se encontram afastados dos filhos reuniram-se no rés-do-chão do China Plaza, onde estão localizados os Serviços de Identificação.

Os líderes do grupo afirmaram que a reunião foi espontânea. “São pais ansiosos que tiveram notícia do encontro [com a DSI]”, afirmou Lei Iok Lan.

Segundo o movimento, a resposta da direcção de serviços não foi satisfatória, mas não desencorajará novas iniciativas pela causa. Para já, porém, não está agendado qualquer novo protesto.

Os pais foram recebidos por Maria Pou Ieng Wong, chefe de departamento de identificação dos residentes da DSI. “Mostrou um interesse sincero nas nossas opiniões, apesar de não haver uma solução satisfatória para os nossos problemas”, disse a líder do grupo.

De acordo com os cálculos dos responsáveis do movimento, haverá dois mil residentes do Continente cujos progenitores foram autorizados a residir em Macau. Nas anteriores contas, o grupo falava em 1660 indivíduos, pertencentes a 896 agregados familiares.

“Até aqui, o Governo permitiu já que 6000 jovens do Continente se reunissem com as respectivas famílias em Macau”, lembrou Lei, instando o Executivo a autorizar que as restantes situações sejam resolvidas, com uma flexibilização das regras para a concessão de autorização de residência.

O grupo pediu em Março último aos delegados de Macau à Assembleia Popular Nacional que intercedessem junto das autoridades centrais para a resolução do problema, mas diz não ter tido até aqui qualquer resposta.

Desde então, tem-se mantido em contacto com os deputados à Assembleia Legislativa local procurando que estes intervenham no mesmo sentido.

Entretanto, os pais ainda não obtiveram resposta do Governo quanto a uma petição já entregue. Lei Iok lan diz temer que a Administração se recuse a dialogar mais com os pais.

No comments yet

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.