Wang preocupado com a inflação
Na visita aos Três Candeeiros e ao Fai Chi Kei, o director do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado falou com residentes e notou os preços mais elevados face ao Continente. Wang Guangya diz o Governo Central está atento.
Stephanie Lai
Ao segundo dia no território, Wang Guangya visitou a zona norte, passeando pela zona dos Três Candeeiros e pelo Fai Chi Kei. Na arruada, que despertou a curiosidade de muitos residentes, o director do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado mostrou-se preocupado com a escalada dos preços e garantiu que o Governo Central tem o controlo da inflação como uma das prioridades.
Wang mostrou-se sempre sorridente, cumprimentando os locais. Começou o dia no templo Lin Kai (junto do cinema Alegria) e seguiu depois pela Rua da Emenda, Rua da Barca e Rotunda de Carlos da Maia. Houve tempo para falar com os vendedores de rua e para petiscar comida filipina e provar uma bebida birmanesa noutro estabelecimento local. “Estas ruas são como a antiga Xangai”, comentou Wang, lembrando a cidade onde viveu enquanto criança. “As ruas são estreitas e muito populosas, mas as relações de vizinhança são boas”, acrescentou.
Já com um tom mais grave, Wang reconheceu que diversos produtos são “um pouco mais caros” na RAEM do que no Continente, e considerou a inflação um “problema global” que “preocupa profundamente” o Governo Central. De acordo com o responsável, as autoridades de Pequim estão empenhadas em garantir mais fontes de abastecimento para Hong Kong e Macau, de maneira a que os preços possam estabilizar. Apesar do custo de vida ter subido, Wang diz que os governos das duas regiões administrativas especiais têm lidado bem com o problema da inflação.
Sobre o desenvolvimento de Macau, sugeriu que haja uma aposta mais forte no sector das convenções e exposições e no turismo de negócios.
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Acompanhado por Io Hong Meng, da direcção da União Geral das Associações dos Moradores, e pelo chefe do gabinete do Chefe do Executivo, Alexis Tam, Wang Guangya seguiu depois para o Fai Chi Kei, onde visitou um centro de idosos dos Moradores, uma clínica de medicina chinesa sem fins lucrativos e a associação Special Olympics.
Cheok, membro da associação, disse esperar que esta visita do representante do Governo Central possa atrair as atenções das autoridades locais. “Neste momento o número de pessoas com deficiência está a acima das 1500, e elas são as mais fracas entre as mais fracas”, referiu. “Os centros de tratamento e outros serviços são claramente insuficientes, o que implica um fardo ainda maior para os pais destas pessoas.”
As paragens de Wang nestas associações foram muito curtas, de pouco mais de cinco minutos. Mais adiante, o director do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau sugeriu que os jovens do território tomassem um papel mais activo na prestação de serviços de apoio social aos idosos, de modo a contribuírem para a “harmonia”.
Wang parte amanhã para o Continente, fazendo antes um balanço da deslocação ao território, já na sala VIP do Aeroporto Internacional de Macau.
Macau deve diversificar economia
No encontro com representantes dos sectores sociais, ontem à tarde no Centro Cultural de Macau, o director do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado sustentou que “Macau, desde o retorno à Pátria, alcançou um progresso acentuado e construiu alicerces para garantia de desenvolvimento no futuro. Tais resultados implicam, necessariamente, entender quais os desafios e problemas deles resultantes”. E o principal desafio, disse Wang Guangya, é a “concretização da diversificação da economia” da RAEM. Wang apelou ainda aos diferentes sectores para “aproveitarem bem as oportunidades do 12º plano quinquenal [e] apoiarem o Governo na execução das Linhas de Acção Governativa”. Em nota publicada pelo Gabinete de Comunicação Social, refere-se que nove dos presentes tomaram a palavra durante a sessão – onde também estiveram o Chefe do Executivo, Chui Sai On, e o director do Gabinete de Ligação do Governo Central da China na RAEM, Bai Zhijian – para falarem da melhoria das condições de vida, garantias de habitação, apoio aos jovens e às mulheres à procura de emprego, apoio às pequenas e médias empresas, agilização de formalidades alfandegárias, estabilização de preços e garantia de segurança e qualidade dos produtos.
