Em protesto contra a inflação
A União do Poder dos Trabalhadores anunciou ontem o programa para os protestos do Primeiro de Maio, manifestação na qual receberá a companhia de quase uma dezena de outras pequenas associações. O presidente, Lei Sio Kuan, disse em conferência de imprensa que as bandeiras da União do Poder dos Trabalhadores serão o pedido de medidas para combater a inflação, as questões relacionadas com a habitação pública e ainda a solicitação para que seja dada ajuda às pessoas que fazem contrabando nas Portas do Cerco, para que possam encontrar emprego.
A concentração está marcada para as 14h30, no Jardim Triângulo, na zona Norte do território, junto ao Canídromo. Apesar de Lei Sio Kuan referir que o tema principal da manifestação ainda está a ser discutido entre as várias associações, garantiu que outros tópicos como o pedido do aumento das pensões sociais e da segurança dos postos de trabalho dos trabalhadores residentes serão abordados. No que toca à habitação, a União do Poder dos Trabalhadores pede ainda que haja casas com preços ao alcance do bolso das camadas mais jovens da população.
O facto de novas leis no que toca à circulação de mercadorias na fronteira entrarem em vigor a 1 de Maio, dificultando a vida daqueles que vivem do que compram de um lado para vender no outro, também preocupa Lei. “Estas pessoas estão normalmente na casa dos 50 e ainda podem trabalhar”, referiu. “Deveriam ter a oportunidade de conseguir um lugar no mercado de trabalho, num hotel ou como empregados de limpeza”.
A manifestação agendada para o próximo domingo será uma “acção pacífica”, garante o responsável. O traçado do percurso ainda não está definido, faltando o aval das autoridades da RAEM. S.L.
