Chui preocupado com Ka Ho
O Chefe do Executivo diz que garantir a saúde dos residentes é uma das missões do Governo. Depois da divulgação do relatório preliminar sobre a saúde dos residentes da Ka Ho, cujos resultados foram ontem noticiados, Chui mostrou-se preocupado com a situação. O Chefe do Executivo disse, citado pelo Gabinete de Comunicação Social, estar a par das exigências, no âmbito da saúde, por parte dos residentes de Ka Ho, assegurando que o Governo “também se preocupa com estes e, no momento, o essencial é seguir a opinião do grupo de médicos especialistas, no sentido de estabelecer um plano de acompanhamento”.
O Executivo da RAEM considera “de extrema importância a saúde pública e por isso tem vindo a investir, continuamente, na assistência médica”. Ainda em relação a Ka Ho, o antigo responsável pela tutela da Saúde quer que, a longo prazo, se inicie um estudo comparado de epidemiologia e que se crie um banco de dados sobre a saúde da população daquela zona do território. Chui explicou que para isso serão realizados exames regulares aos residentes da povoação, comparando-os com os de residentes de outras zonas do território.
Chui Sai On alinhou com a avaliação feita pelos Serviços de Saúde (SSM), dizendo que, de acordo com os dados disponíveis, “não se pode afirmar que o estado de saúde daquela população esteja directamente relacionado com as cinzas volantes”.
O Chefe do Executivo acrescentou que teve sempre “em grande atenção a segurança e a saúde da população de Macau”. Para Chui, os últimos anos “têm-se pautado pelo aperfeiçoamento da assistência médica, bem como por elevar os serviços prestados nesta área, a fim de garantir a qualidade da assistência à população”.
O líder do Governo esteve ontem reunido com especialistas e académicos para auscultar as opiniões e sugestões sobre as Linhas de Acção Governativa, desenvolvimento social e económico, “no sentido de promover a construção de um Governo íntegro, decisões científicas e aperfeiçoamento das condições de vida da população local”, lê-se em comunicado.
Recorde-se que o relatório dos SSM mostra que foi detectado um caso de cancro pulmonar raro numa das residentes de Ka Ho que se submeteu a exames médicos. Entre os 503 examinados que fizeram raio-X torácicos, sete sofriam de alterações pulmonares e necessitaram de exame mais pormenorizado. Até ao momento, ainda não se verificou qualquer sinal de tumor maligno, acrescentaram os SSM.
O director dos Serviços de Saúde, Lei Chin Ion, atestou que para já nada relaciona estes e outros casos com o facto de estas pessoas viverem perto do aterro de cinzas volantes cujo funcionamento tem sido criticado nos últimos meses. “De acordo com os especialistas, não podemos chegar a conclusões sobre se os problemas do grupo têm que ver com as cinzas. Eles só sugeriram acompanhamento contínuo”, referiu.
