Melhores condições para fazer negócio no Iao Hon
Depois de um incêndio que destruiu este mês várias bancas do mercado do Iao Hon, Kwan Tsui Hang pede ao IACM que se apresse a melhorar as condições no local. Há anos que faltam água, luz e higiene sanitária básica.
Stephanie lai
Kwan Tsui Hang quer que o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) garanta melhores condições aos vendedores do mercado de Iao Hon. A exigência surge depois de um incêndio ocorrido na madrugada de 13 de Abril que deixou destruídos 21 postos de venda numa das secções do espaço, conhecida como a Rua da Frutas.
Em interpelação escrita, a deputada à Assembleia Legislativa questiona se a Administração vai criar no local novos equipamentos sanitários, e fornecer água e electricidade aos postos de venda danificados pela acção do incêndio recente, localizado na Rua Dois do Bairro do Ion.
“Há mais de uma década, os postos de venda foram criados como instalações temporárias, o que explica a ausência de equipamentos de apoio básicos, como um lavatório, o fornecimento de água e electricidade”, considera Kwan, que não percebe porém por que razão os apelos dos comerciantes para a criação de melhores condições no mercado não têm resultado desde então em acções concretas por parte das autoridades. “Pouco foi feito”, considera.
A deputada espera que não seja preciso aguardar pela conclusão do processo legislativo da proposta do regime de reordenamento dos bairros antigos, que está ainda a ser apreciada na Assembleia. “Isso não deve ser desculpa para adiar as melhorias à Rua Dois do Bairro Iao Hon, que está incluído no projecto-piloto de requalificação da zona”, alerta.
Kwan Tsui Hang pretende ainda saber se os comerciantes do local serão autorizados a transferir os seus postos de venda para as instalações do futuro Edifício de Vendilhões Iao Hon, ou se continuarão a fazer negócio apenas nas ruas circundantes ao novo equipamento programado pelo IACM, que deveria ter entrado em funcionamento em 2009, segundo o plano original.
As bancas destruídas pelo incêndio do dia 13 vendiam fruta, calçado e peixe seco. O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais fez na altura saber que os vendedores afectados seriam transferidos para postos de venda no local que se encontravam vazios, sendo que a ocorrência não deveria afectar o plano de reestruturação do mercado que está a ser feito pelas autoridades.
Além dos prejuízos materiais, o incidente obrigou à evacuação de edifícios nas imediações, com 35 pessoas a terem de abandonar o local onde vivem. Duas pessoas – um homem de 81 anos e uma mulher de 40 – acabaram por ter de ser levadas para o hospital, por terem inalado demasiado fumo.
