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Radioactividade baixa chegará a Macau e Hong Kong

March 30, 2011

A estimativa foi feita pela região vizinha, e Macau confirma: os níveis de radiação deverão subir no território no final da semana. As quantidades não deverão colocar a saúde em risco.

A atmosfera de Macau deverá registar partículas de materiais radioactivos nos próximos dias, à semelhança do que está previsto para Hong Kong, confirmaram ontem os Serviços de Meteorologia e Geofísica (SMG). “Será o mesmo caso de Hong Kong. Passará por Hong Kong e depois chegará também a Macau”, revelou ao PONTO FINAL a direcção de serviços da RAEM, que é responsável pela realização de previsões e medições das substâncias existentes na atmosfera.

Quando ao certo o território registará níveis de radioactividade acima do normal – embora inofensivos para a saúde, de acordo com as autoridades de Hong Kong –, não se sabe. Mas o SMG estimam que tal possa acontecer entre quinta e sexta-feira,  partindo das estimativas feitas pela região vizinha.

No entanto, alertam, as quantidades deverão ser já bastantes reduzidas, por efeito das grandes distâncias percorridas pelos materiais libertados pela central nuclear japonesa de Fukushima.

A previsão de Macau acompanha a de Hong Kong, que entende que as quantidades de iodo radioactivo que contaminarão a atmosfera local serão demasiado pequenas para colocarem riscos sérios.

Ontem, em Macau, os níveis de radiação mantinham-se “muito abaixo do nível de alerta”, segundo os registos da monitorização de radiação que os SMG realizam em permanência, com actualizações a cada duas horas, na estação de observação da Taipa Grande.

Um responsável do Observatório de Hong Kong revelava ontem que pequenas doses de materiais radioactivos do Japão poderão atingir a região nos próximos dias, por acção de uma monção oriunda de nordeste.

A previsão foi feita numa altura em que foram já detectados vestígios de iodo radioactivo por estações de monitorização da província chinesa de Heilongjiang, no nordeste do país, e também em alguns pontos da costa sudeste chinesa, de acordo com dados do Ministério da Protecção Ambiental.

Ma Wai Man, do Observatório de Hong Kong, disse a uma estação de rádio da região vizinha que o mau tempo que se está a formar no Continente deverá atingir as províncias do leste e sul da China, trazendo consigo partículas radioactivas.

O especialista considerou no entanto que as doses de radiação serão demasiado pequenas para terem efeitos na saúde. “Podemos ver que as quantidades detectadas no Continente eram muito, muito baixas”, recordou.

“Ainda que os materiais radioactivos atinjam Hong Kong, não representarão riscos para a saúde ou para o ambiente devido à sua concentração ser muito, muito baixa”, afirmou Ma, revelando que a estação de observação meteorológica da RAEHK está a realizar medições em permanência.

“Geralmente, a radiação de Hong Kong oscila entre os 0.06 e 0.3 microsievert por hora. Até aqui, os níveis têm-se mantido entre 0.08 e 0.15 microsievert por hora. Está dentro dos parâmetros normais”, considerou o especialista.

Na passada segunda-feira, o Ministério de Protecção Ambiental da China revelou que as estações de monitorização das zonas costeiras de Xangai, no leste, a Guangxi, no sul, tinham detectado doses baixas de iodo radioactivo. O mesmo tipo de material tinha já sido detectado em Heilongjiang durante o fim-de-semana. M.C.

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