Ho Iat Seng e Susana Chou pela mobilidade dos recursos humanos
Macau devia recrutar os estudantes do Continente que concluíram com distinção cursos oferecidos pelas instituições de ensino superiores locais. A proposta foi avançada pela ex-deputada à Assembleia Legislativa, Susana Chou, durante um debate promovido em Pequim pelos representantes da RAEM na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) e na Assembleia Popular Nacional.
Segundo o jornal Ou Mun, durante o encontro que ocorreu no domingo para analisar o relatório do Conselho de Estado, Susana Chou defendeu que será um “desperdício de talentos” se os alunos do Continente que receberam formação em Macau – e se distinguiram com um bom desempenho académico – não conseguirem permanecer no território para trabalhar. A proposta da representante da RAEM na Comissão Permanente da CCPPC surge numa altura em que Macau retoma o debate sobre a falta de recursos humanos e a política de importação de mão-de-obra.
Susana Chou sugere que os recém-licenciados do Continente possam ser autorizados a permanecer em Macau se apresentarem, por exemplo, uma carta de recomendação de uma instituição local de ensino e se tiverem uma proposta de emprego de empresas no território. A engenheira destaca que estes alunos, após quatro anos de vivência na RAEM, conseguem falar cantonês e adquiriram algum conhecimento de Macau.
A ex-deputada sublinha, porém, que a proposta não está aberta a todos os estudantes do Continente – é apenas para os que granjearam um desempenho académico de “excelência”. A medida, remata, iria motivar os alunos locais a serem mais competitivos.
A gestão de mão-de-obra na região está também na agenda de Ho Iat Seng. O vice-presidente da Assembleia Legislativa e membro da Assembleia Popular Nacional afirma que o Governo Central pode estabelecer na Ilha da Montanha uma “política preferencial de recursos humanos” e ao nível dos impostos sobre o rendimento. A proposta é citada pelo Ou Mun, que não desenvolve a ideia do deputado. Já em relação aos planos de desenvolvimento da China para os próximos cinco anos, Ho Iat Seng diz ter esperança de que Pequim aposte em obras de melhoramento dos reservatórios de água.
