EPM quer formar alunos trilingues
É este o grande objectivo da instituição dirigida por Edith Silva. No dia em que a escola abriu as portas a toda a comunidade, a responsável falou do português, do inglês e admitiu que o ensino do mandarim ainda está a dar os primeiros passos.
A directora da Escola Portuguesa de Macau (EPM) reafirmou o objectivo da instituição de formar jovens trilingues que possam entrar em “qualquer universidade do mundo”, mas reconheceu que há ainda muito trabalho a fazer no ensino da língua chinesa.
“O grande objectivo da escola desde o início é formar alunos trilingues. Neste momento, em relação ao português e ao inglês eu não tenho dúvidas, e em relação ao mandarim, claro que ainda estamos a dar os primeiros passos”, disse.
Edith Silva explicou que a escola está a trabalhar “muito de perto” com o Instituto Politécnico de Macau e que existe um acordo para a “formação de professores, programas e avaliação”, tudo com o objectivo de conseguir que dentro de alguns anos os alunos que saiam da EPM sejam trilingues.
A directora da escola falava à Agência Lusa à margem do programa “escola aberta”, a terceira vez que a escola abriu as portas à comunidade, mostrando o que se faz lá dentro, um conjunto de actividades que juntou professores, funcionários, alunos e direcção ao longo do dia.
“É o terceiro ano em que a escola está aberta e os objectivos são sempre os mesmos: tentar mostrar o trabalho desenvolvido ao longo do ano, abrir a escola à comunidade para os encarregados de educação que estejam interessados em conhecer melhor a escola e mostrar os resultados obtidos”, afirmou.
O subdirector da escola, Pedro Xavier, que na semana passada falou ao PONTO FINAL, considera que o facto de a EPM ter alunos de diferentes nacionalidades “é também um sinal da importância do português no mundo”. “Quando as pessoas inscrevem uma criança aqui na escola, que tem seis ou oito anos, não estão a pensar no presente, estão a pensar no futuro – quando a criança acabar o secundário e for para a universidade. Um pai que põe aqui a criança já está a projectar o futuro do filho daqui a dez ou 15 anos”, disse.
Aberta há 12 anos, a EPM tem vindo gradualmente a perder alunos, embora no actual ano lectivo tenha conseguido mais inscrições em relação a anos anteriores. “Se nós conseguirmos manter os 500 alunos, penso que é uma vitória”, considerou Edith Silva que gostaria de voltar ao milhar de estudantes, mas salienta que o actual número é “muito positivo” para o meio envolvente da escola.
Com 32 milhões de patacas de orçamento, a EPM tem uma direcção de dois elementos, um quadro docente de 45 professores a tempo inteiro e 25 funcionários para um total de 462 alunos.
