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CAM não renova contrato de gestão do aeroporto

February 28, 2011

A Companhia do Aeroporto de Macau (CAM) está a negociar com a ADA-Administração de Aeroportos, participada da portuguesa ANA Aeroportos, a renovação do contrato de gestão do aeroporto de Macau, que expira em Setembro.

A CAM enviou recentemente à ADA uma carta a declarar a decisão de não renovar o contrato nos termos actualmente em vigor, uma atitude da proprietária do aeroporto que o presidente da ANA – um dos accionistas da ADA –, Guilhermino Rodrigues, disse à Lusa considerar “estranha”.

“Estávamos em negociações para a revisão do contrato quando recebemos esta carta”, disse Guilhermino Rodrigues, ao considerar que a atitude da CAM “não deixa de ser estranha”. A ADA – uma ‘joint-venture’ entre a ANA e a China National Civil Aviation (CNAC) – mantém a gestão do aeroporto de Macau desde 1994.

Em Agosto de 2009, quando a CAM e a ADA chegaram a acordo sobre a renovação do contrato de gestão do aeroporto por dois anos, o presidente da ANA disse à Lusa que neste período “haveria tempo para se reverem e discutirem outros aspectos” relativos à gestão futura do Aeroporto de Macau.

A ANA chegou, na altura, a ponderar abandonar a sua operação em Macau por considerar “irrazoáveis” os novos termos propostos pela CAM para manter a concessão de serviços à ADA.

O contrato em vigor inclui algumas alterações ao modelo de gestão do aeroporto implementado até 2009, como a recolha das receitas e o controlo das subconcessionárias de serviços, que passaram a ser feitas pela CAM.

Guilhermino Rodrigues, que estará na próxima semana numa reunião da ADA em Macau, salientou que a empresa “pretende e tem a expectativa de renovar o contrato de gestão do aeroporto de Macau”. E acrescentou: “Claro que temos a expectativa de renovar o contrato, até porque a forma de gestão do aeroporto sempre foi valorizada e elogiada por todas as partes”.

O presidente da ANA disse ainda que a ADA “está totalmente disponível” para alcançar um acordo com a CAM e considerou que se a “avaliação do trabalho da empresa é positiva, não há razões para não se conseguir um entendimento”.

O contrato assinado entre a ADA e a CAM em 2009 estipula que a concessionária teria de receber uma carta de revogação do mesmo até seis meses antes do final do prazo, ou seja, Março, caso contrário, seria renovado por dois anos nos mesmos moldes.

“É uma situação normal em qualquer contrato. Ninguém pretende a saída da ADA, mas queremos discutir os termos do contrato de forma diferente”, disse à Agência Lusa fonte da Companhia do Aeroporto de Macau, que garantiu ainda “não existirem razões para que não se consiga um entendimento entre o dono da infra-estrutura e a empresa contratada”.

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