Aumenta o peso dos serviços no PIB
Com o sector secundário em queda acentuada, o terciário, com o jogo, o comércio por grosso e retalho e os hotéis e restaurantes à cabeça, teve ainda mais importância na economia de Macau em 2009.
A balança está cada vez mais desequilibrada no que toca à estrutura sectorial da economia do território, com os serviços a ganharem ainda mais peso e o sector secundário a encolher sistematicamente. Os dados libertados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) são referentes a 2009 e mostram que o comércio e os serviços (com o jogo a dominar) representaram 89 por cento na formação do Produto Interno Bruto (PIB), contra os 83 por cento do ano anterior. No que toca ao ramo secundário, a queda foi de 17 por cento em 2008 para apenas 11 por cento em 2009.
O comunicado da DSEC revela que a exploração de muitos ramos de actividade económica comportou-se de forma menos satisfatória face a 2008, “devido ao impacto que a crise financeira internacional causou na economia de Macau”. Destaca-se que a queda mais grave ocorreu no sector da construção, que desceu de 14 por cento para 8 por cento.
Em contrapartida, registou-se crescimento no comércio por grosso e a retalho, nos hotéis e similares e no jogo. O peso do jogo cresceu de 29,6 por cento em 2008, para 32,3 por cento em 2009, ou seja, mais 2,7 pontos percentuais; o comércio por grosso e a retalho subiu de 4,6 por cento para 6,1 por cento, isto é, mais 1,5 pontos percentuais; e o peso dos hotéis passou de 3,7 por cento em 2008, para 4,3 por cento no ano de referência, dilatando-se 0,7 pontos percentuais.
A importância do sector dos transportes, armazenagem e comunicações; da administração pública; da educação; da saúde e da acção social cresceu tenuemente. Os pesos dos bancos; dos seguros e fundos de pensões; bem como dos restaurantes e similares registaram níveis semelhantes. Porém, o peso das actividades imobiliárias desceu 0,3 pontos percentuais.
A cair
Como já foi dito, o peso do sector secundário na formação do PIB em 2009 baixou 6 pontos percentuais comparativamente a 2008. Saliente-se que o peso da construção e das indústrias transformadoras na formação do PIB se reduziu significativamente 5,6 e 0,6 pontos percentuais, respectivamente, situando-se nos 8,3 por cento e 1,5 por cento.
Em 2009, o valor acrescentado bruto, o consumo intermédio e as remunerações dos empregados de todos os ramos de actividade económica de Macau, diminuíram 1,4 por cento, 0,5 por cento e 3,5 por cento, respectivamente, face ao ano de 2008. No ramo da construção registaram-se as maiores quedas no valor acrescentado bruto (41 por cento), no consumo intermédio (43,3 por cento) e nas remunerações dos empregados (38 por cento), de acordo com a DSEC, “devido à redução substancial do investimento nas instalações do jogo e do turismo”.
