Nova ronda pelo trânsito
A segunda fase da consulta pública sobre segurança rodoviária e controlo do número de carros privados arranca em Dezembro. A DSAT tem diversas medidas em cima da mesa.
Catarina Brites Soares
A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) vai iniciar no próximo mês a segunda fase de uma auscultação pública sobre o trânsito em Macau. O director do organismo do Governo, Wong Wan, explicou que a consulta estará centrada nos objectivos de promover o uso do transporte público e reduzir a circulação dos veículos privados.
“Temos diversas medidas em debate: algumas para controlar a importação dos carros, outras para controlar o uso destes, como por exemplo aumentar o preço dos parques de estacionamento. As diversas opções têm diferentes resultados. O que está claro é que temos de reduzir os automóveis particulares”, vincou ao PONTO FINAL Wong Wan, à margem da celebração do segundo aniversário do Centro de Informação da Segurança Rodoviária.
No que diz respeito aos transportes públicos, acrescentou o responsável, a população será chamada a propor formas de incentivar o uso destes. “A consulta pública vai recair sob estes dois aspectos, que posteriormente serão estudados profundamente”, garantiu Wong.
Sem adiantar datas, o director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego referiu que a segunda fase da recolha de opiniões terá a duração de cerca de um mês, sendo que deverá terminar no início de 2011. Em Janeiro deste ano terminou a primeira parte da consulta. A auscultação pública tem como base o documento “Quadro Geral da Política de Trânsito e Transportes Terrestres de Macau”, cuja finalidade é traçar as políticas de trânsito para a próxima década (2010-2020).
A extensão da interdição para carros privados nos domingos e feriados – em curso na Avenida Almeida Ribeiro – a mais artérias da cidade é outras das medidas em análise pela DSAT. Wong Wan sublinhou que aguarda o resultado dos inquéritos que estão a ser realizados junto dos residentes para decidir se a limitação será implementada noutras zonas da cidade.
Autocarros eléctricos sem data para partir
O director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, Wong Wan, explicou que o território tem tomado como exemplo cidades do Continente – onde os transportes públicos movidos a energia eléctrica já circulam –, mas ressalva ao PONTO FINAL que o modelo adequado ao território ainda não foi encontrado. “Tem de se ter em conta a segurança e a estabilidade dos veículos. Considerando a fisionomia de Macau precisamos de autocarros pequenos, por causa dos bairros antigos e outras áreas”, frisou Wong. A bateria é também uma condicionante que poderá atrasar o arranque do teste com os veículos ecológicos. Segundo Wong Wan, a DSAT continua à procura de um modelo com tamanho e tipo de bateria que se ajustem à RAEM. “Ainda não encontramos um veículo que pudéssemos considerar estável e viável para usarmos em Macau. Ainda não temos uma data para que os autocarros eléctricos comecem a circular. Queremos começar um projecto pioneiro, mas ainda não sabemos quando”, rematou.
