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Propostas para a Livraria Portuguesa até 27 de Dezembro

November 26, 2010

O Instituto Português do Oriente (IPOR) já divulgou os “princípios orientadores” para as propostas daqueles que queiram candidatar-se à concessão da Livraria Portuguesa. Os interessados devem fazê-lo até 27 de Dezembro.

O contrato de concessão com a empresa AF – Amagao Publicações cessa no final do ano e o IPOR pretende “encontrar um parceiro que, compreendendo os objectivos da Livraria Portuguesa, não só os cumpra plenamente, como desenvolva estratégias de projecção da língua e da leitura na região”.

Fica a saber-se, através deste ‘caderno de encargos’, que a cedência da livraria em regime de concessão terá a duração de cinco anos e que o futuro concessionário tem por obrigação, entre outros aspectos, manter em funções os actuais trabalhadores da livraria nas mesmas condições contratuais, e assumir o estabelecimento “com todos os pertences e com equipamentos e mercadorias, cujo estado, natureza e valor atribuído constam de inventário a ser disponibilizado em tempo útil”.

Além de frisar a necessidade de promover o livro em português e de dar resposta célere ao pedido dos clientes, o IPOR frisa ainda que o concessionário deve “promover outras iniciativas culturais que potenciem o espaço da livraria, designadamente o espaço utilizado para exposições”, devendo apresentar um plano de actividades à instituição dirigida por Rui Rocha. A realização de, pelo menos, duas feiras do livro por ano – “com descontos que sejam apelativos” –  e assegurar atempadamente os livros escolares adoptados pela Escola Portuguesa são outras das premissas referidas no documento que o IPOR acaba de divulgar.

As propostas apresentadas, refere o instituto, “devem conter informação detalhada sobre o projecto comercial e cultural do candidato a concessionário”. Toda a informação deve ser apresentada em português e entregue na sede do IPOR, à Rua Pedro Nolasco da Silva.

O candidato seleccionado terá de apresentar documentação que comprove que a empresa tem sede em Macau e uma caução provisória de 400 mil patacas.

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