Empreiteiro do metro tem de recrutar técnicos em pontes
A empresa que ficar com a construção do sistema de metro ligeiro terá de contratar uma equipa de técnicos, que será responsável pela avaliação “integral e aprofundada” da segurança da passagem das carruagens pela Ponte de Sai Van. O esclarecimento é feito pelo Gabinete para as Infra-estruturas e Transportes (GIT), em resposta às críticas de Pereira Coutinho.
Em Setembro, o deputado dirigiu uma interpelação ao Governo em que voltou a sugerir que “um dos concorrentes já tinha ganho o concurso” para o fornecimento do material circulante para a primeira fase do projecto. Coutinho afirmava também que “nem o GIT, nem os seus consultores, nem a Comissão de Avaliação” das propostas – que o deputado classifica como “inexperiente” – “têm especialistas em questões relacionadas com a segurança nas estruturas de pontos, apesar de nenhuma clarificação ter sido solicitada aos concorrentes”.
O GIT vinca que a empresa adjudicatária terá de assegurar que o projecto “satisfaça as especificações de segurança, podendo circular-se na Ponte de Sai Van de forma segura”. Além do recurso a “especialistas de pontes”, a concessionária é obrigada a apresentar um programa de obras “pormenorizado”, sendo que a construção só poderá arrancar quando “for aprovado o projecto”.
Os concorrentes, continua o Governo, têm ainda de apresentar uma cotação do serviço de manutenção dos comboios para “cinco anos ou mais”, com o objectivo de criar competitividade, “evitando que realizasse, estrategicamente, a preparação do sistema a preços baixos”, mas que se “prestassem no futuro” serviços a custos “injustos”. O GIT lembra ainda que encaminhou as críticas ao concurso para o Comissariado contra a Corrupção.
