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Velhos amigos à mesa

October 20, 2010

Mais de 20 macaenses almoçaram ontem com o Chefe do Executivo. Todos falam de um encontro informal que serviu para reforçar os laços de amizade e mostrar que o Governo “continua a contar com a comunidade”.

Hélder Beja

O Chefe do Executivo, Chui Sai On, sentou-se ontem à mesa com mais de duas dezenas de membros da comunidade macaense. O encontro – em que marcaram presença representantes de diferentes quadrantes, como Leonel Alves, Pereira Coutinho, Edith Silva, António José de Freitas, José Luís Sales Marques e Francisco Manhão – “vem reforçar a amizade” de Chui com a comunidade, considera o presidente da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau.

“Foi uma conversa de amigos, sem promessas. O mais importante é a amizade que ele mostra ter por nós”, diz Manhão, que lembra que a boa relação com Chui Sai On existia “antes como secretário e agora como Chefe do Executivo”.

Sales Marques fala de um almoço que “correu muito bem, em espírito cordial de velhos amigos”. O Chefe do Executivo, conta, aproveitou para “sublinhar o apoio e a vontade do Governo em continuar a contar com a comunidade macaense para o desenvolvimento da RAEM”. Ao mesmo tempo, o momento foi “uma demonstração por parte da comunidade de que está comprometida” com os objectivos do território.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia, António José de Freitas, nota que o governante “frisou que a comunidade é parte integrante da RAEM e que aprecia muito o seu contributo, mesmo dez anos depois [da transferência de administração]”. “Cada um de nós, no seu posto de trabalho, no seu lugar, tem vindo a contribuir para construir uma Macau melhor e todos esperamos melhores dias”, acrescenta.

No repasto com Chui, Freitas verificou uma maior participação: “O Chefe quis alargar os convites, a presença foi mais abrangente, estiveram seguramente mais de 20 pessoas”. O responsável conta ainda que o governante “teve conversas a sós, um a um, com os convidados, mas não houve intervenções”, atitude que lê como “um gesto simpático, de consideração por uma comunidade que valoriza inequivocamente”.

O presidente da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), José Manuel Rodrigues, encontra nestas iniciativas “que já vêm de trás” uma “oportunidade de convívio que tem sido agradável”. No modo como o anterior Chefe do Executivo (Edmund Ho) e o actual agem para com os macaenses, não vê grandes diferenças. “Ambos são velhos amigos da comunidade e continuam a tratá-la com amabilidade, deferência e muita atenção.”

Sobre os temas discutidos à mesa, Rodrigues diz que “foi um almoço informal” e que os presentes “falaram do que quiseram”. Mas, garante, “não houve nada de especial em termos de agenda”.

A mesma versão é dada pelo arquitecto José Maneiras. “Foi um convívio, não se discutiu nada de trabalho. Nem programas políticos, nem auscultações, nada. O Chefe agradeceu a contribuição dos macaenses e da comunidade portuguesa em geral, realçando a sua importância.” De resto, “o que há a destacar é a atenção e o carinho que [Chui] dá à comunidade”. “Em relação ao progresso de Macau não somos muitos, mas somos considerados”, orgulha-se.

Tomar o pulso

José Pereira Coutinho aprecia esta “tradição que permite aprofundar laços de amizade, contribui para a harmonia social e que vai na linha da política do Chefe do Executivo de se encontrar com todas as comunidades”. Para o presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau, Chui “sabe que é importante tomar o pulso às comunidades num momento em que estão a aproximar-se as Linhas de Acção Governativa” para 2011, que serão apresentadas em Novembro na Assembleia.

O deputado acha ainda que “o Chefe do Executivo tem mostrado simpatia pela comunidade macaense e portuguesa. Agora resta saber se os planos que tem serão cumpridos a curto prazo, porque para que as intenções do Chefe se realizem, pressupõe-se que os seus colaboradores consigam dar conta do recado”.

Já Leonel Alves, num breve balanço de mais este encontro com Chui Sai On, refere que “não há alterações quanto à importância dada à comunidade e àquele que pode ser o seu papel no desenvolvimento de Macau”.

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