Marcha por Luís Amorim amanhã
O movimento “Luís Amorim – por uma causa justa” vai organizar amanhã uma marcha de silêncio em memória do estudante da Escola Portuguesa que foi encontrado morto, há três anos, na Avenida Marginal.
A convocatória para a acção é anunciada na página do Facebook do movimento que, até ontem, contava com 1644 seguidores. O ponto de encontro, lê-se no site, está marcado para as 18h00 “no Bar Bex (onde o Luís terá sido presumivelmente assassinado) com caminhada até ao ponto por baixo do tabuleiro da Ponte Nobre de Carvalho (local dado pelas autoridades de Macau onde o Luís terá sido encontrado após o seu ‘suicídio’)”. A marcha será “pacífica” e encontra-se “aberta a toda a população”.
O caso de Luís Amorim, falecido a 30 de Setembro de 2007, foi arquivado pelo Ministério Público (MP) no ano passado, por se entender que não era possível “até agora saber se o jovem português se suicidou, morreu por acidente ou por homicídio”. A Polícia Judiciária continua, no entanto, a defender que “se tratou de um caso de suicídio”, tese que, há três anos, tem vindo a ser rebatida pelos pais da vítima, que requerem a reabertura do processo.
Em Maio, foi conhecida uma nova autópsia realizada pelas autoridades forenses de Portugal que, além de excluir a hipótese de queda, aponta falta de rigor no relatório da primeira autópsia, feita em Macau. Os especialistas referem ainda que o padrão de fracturas parece ser mais consistente com um cenário de agressão até à morte.
O MP ainda não se pronunciou sobre o pedido de reabertura de inquérito. “O sr. Procurador tem a responsabilidade última do não apuramento da verdade sobre a morte do Luís”, escreve Maria José Morgado, mãe da vítima, na página do Facebook.
