Os mesmos a aprender em português
O número de alunos das escolas em língua portuguesa vai ser semelhante ao do ano passado. Com as aulas a começar, a EPM e Jardim de Infância D. José da Costa Nunes dizem ter novos projectos, mas preferem esperar para os revelar.
Catarina Brites Soares
A Escola Portuguesa de Macau (EPM) prevê mais de 450 inscrições para o próximo ano lectivo, que começa já no próximo dia 9. O vice-presidente da direcção, Pedro Xavier, adiantou ao PONTO FINAL que até agora inscreveram-se mais de 440 estudantes. “Ainda temos alunos que se estão a matricular, portanto o número que temos é provisório.”
No ano passado, foram cerca de 460 os alunos que preencheram as turmas da EPM. Pedro Xavier acredita que o número de matrículas para 2010/2011 será “semelhante”.
As aulas começam já na próxima semana, mas a Escola Portuguesa prefere deixar passar mais algum tempo para anunciar o que tem em vista para este ano lectivo. “Neste momento, não estamos ainda em condições de falar. Temos de deixar passar mais alguns dias para termos as ideias mais organizadas”, explica o responsável.
Já o Jardim de Infância Dom José da Costa Nunes acabou o ano passado com cerca de 55 alunos. Este ano lectivo, começa com 64, sendo que a maioria se encontra entre os mais novos. No grupo dos três anos houve 27 inscrições; no grupo dos quatro inscreveram-se 22 alunos; são 15 as crianças que perfazem a turma dos cinco anos.
A coordenadora do estabelecimento de ensino, Vera Gonçalves, assegura que as matrículas aumentaram, mas lembra que, com o decorrer do ano, há sempre oscilações. “No ano passado houve uns que saíram a meio do ano, outros que vieram de novo. Alguns alunos inscrevem-se, mas depois quando começam as aulas não chegam a vir”, explica.
Para os alunos do Costa Nunes o ano começa no dia 13 de Setembro. Antes haverá uma reunião de pais para anunciar os projectos. Vera Gonçalves prefere não revelar as novidades antes dos encarregados de educação terem delas conhecimento, mas promete “que vai haver coisas novas e boas”.
Recorde-se que, no ano passado, houve alguma polémica em redor das promessas feitas pelo jardim de infância. O ensino bilingue foi uma das mudanças previstas que acabou por não acontecer. Já o Dia das Artes e o Dia da China foram programas que só começaram a funcionar em pleno depois da data inicialmente anunciada. A demora no arranque dos programas incomodou alguns pais. O estabelecimento de ensino justificou o atraso com a necessidade de planeamento.
