Nova escola pública para zona norte
A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) espera vir a inaugurar no próximo ano uma nova escola de ensino público. A instituição será localizada na zona norte, destina-se a alunos com necessidades educativas especiais e deverá criar uma dezena de postos de trabalho. O anúncio foi feito pelo director dos serviços, Sou Chio Fai, em declarações ao jornal Ou Mun.
As matrículas para o ensino pré-escolar e primário, avançou o responsável, deverão ser abertas em Setembro do próximo ano. A futura escola está reservada aos alunos com “contexto familiar especial” e aos estudantes de ensino vocacional (que optam pelo ramo dos cursos profissionais). A linha orientadora da instituição, entende Sou Chio Fai, “enfatiza o reforço da qualidade dos alunos” e promove a aquisição de capacidades inovadoras.
O projecto está inserido na política “educação para todos” e prevê o recrutamento de professores vocacionados para ensinar alunos com necessidades pedagógicas especiais. A equipa será reforçada com terapeutas e psicólogos. De acordo com Sou Chio Fai, a nova escola deverá criar dez vagas de emprego. A oferta, segundo o Ou Mun, está a preocupar as instituições particulares que temem uma fuga de docentes para o ensino público.
O director da DSEJ destaca que o número de professores que mudaram de escola “baixou” em relação aos anos lectivos anteriores e defende que a abertura de novas instituições oficiais “serve para melhorar a qualidade da educação em Macau”. O responsável diz ainda que os dez postos de trabalho “não terão grande impacto” na gestão dos recursos humanos.
Já os professores ouvidos pelo jornal encontram na nova escola uma “oportunidade de ouro” já que, por norma, o Governo abre “apenas dois ou três vagas” por ano. Há até docentes que se mostram disponíveis para se submeterem aos exames de aferição profissional da DSEJ, que incluem um teste escrito e uma entrevista.
Sou Chio Fai realça que “a contribuição das escolas públicas é inegável” e que o número de matrículas nas instituições oficiais “tem vindo a descer”. As causas, observa o director da DSEJ, estão relacionadas com a baixa taxa de nascimentos e o aumento da oferta de ensino. Ainda que algumas escolas, continua o responsável, funcionem com poucas turmas “deve manter-se o sistema inicial”. Sou Chio Fai admite que haja um “ajustamento” na rede de ensino público, mas reitera que “deve haver um certo número de escolas oficias em todas as áreas de Macau, caso surjam situações de emergência”.
