UMAC garante que instalações não são desperdício
A Universidade de Macau (UMAC) veio esclarecer que o edifício que está a ser construído no campus actual e que, entre outros departamentos, acolherá o Centro de Investigação Científica, não representa investimento desperdiçado. Num comunicado enviado às redacções, o gabinete de relações públicas da UMAC refere as necessidades imediatas de alargamento de infra-estruturas para viabilizar a continuidade de todos os planos de estudo que a instituição oferece, e frisa que seria insustentável esperar três anos – prazo em que estará pronto o novo campus da Ilha da Montanha – para resolver a situação.
“A falta de espaço há muito que restringe professores e alunos, o estudo e as actividades de investigação em várias áreas, e tornou quase impossível qualquer actividade cultural, recreativa ou desportiva no campus”, refere a UMAC.
A nova infra-estrutura, que será posta em funcionamento já no próximo ano lectivo, surge depois da instituição ter lançado novos planos de estudo e registado um consequente “aumento moderado” do número de estudantes. Para exemplificar a ausência de espaço com que lida actualmente, o comunicado da UMAC refere que várias zonas da biblioteca foram transformadas em salas de aula e que muitos laboratórios foram construídos na zona anteriormente destinada ao parque de estacionamento.
A instituição de ensino lembra ainda que, no futuro, esta e outras infra-estruturas do actual campus da UMAC serão usadas para fins educativos, culturais e recreativos e que “não serão desperdiçadas”. A nota vinca que, à data em que surgiu a possibilidade de fazer um novo campus na Ilha da Montanha, a construção do edifício agora em causa já tinha começado.
Recorde-se que o presidente chinês, Hu Jintao, presidiu ao lançamento da primeira pedra do novo campus da Universidade de Macau na Ilha da Montanha em Dezembro passado. O campus, situado já na província continental de Guangdong, deverá estar concluído em 2013 e estará ligado a Macau por um túnel sub-fluvial, sem controlo fronteiriço e acessível 24 horas por dia.
Com uma área de 1,09 quilómetros quadrados – arrendado a Macau por Zhuhai durante 40 anos por 103,2 milhões de euros -, e uma área de construção de 820 mil metros quadrados, o campus da Universidade de Macau será 20 vezes maior do que o actual na ilha da Taipa, e pode acolher até 10 mil alunos, mais quatro mil do que actualmente.
