Cinco estrelas sem mesas de jogo
O grupo Mandarim Oriental abriu ontem portas a um novo hotel no território, que oferece experiências de luxo, mas não mesas de jogo. Os responsáveis estão confiantes no sucesso da unidade.
O novo Hotel Mandarim Oriental, inaugurado ontem, pode arrogar-se de ser o único espaço de hotelaria com cinco estrelas na península de Macau, ainda que tal se possa vir eventualmente a reflectir numa menor atenção dos media internacionais e, também provavelmente, num menor número de hóspedes do que o registado nas unidades que têm também no seu interior mesas de jogo e slot machines.
A cadeia internacional de hotelaria, cujas operações são já bem conhecidas dos residentes locais por via do antigo Hotel Mandarim – actualmente Grand Lapa, e ainda com gestão do antigo grupo que detinha o espaço -, mostrava-se porém ontem confiante no sucesso da projecção de uma marca de luxo junto do mercado de visitantes do Continente chinês.
“Ansiamos por estender os nossos valores-pilar de inovação, qualidade e tradição, a par de serviço exemplar a todos os nosso hóspedes futuros”, declarava ontem Andrew Hisrt, director de operações do grupo Mandarim Oriental para a Ásia, que presidiu à habitual cerimónia de corta-fita destas ocasiões.
No acto, marcou também presença a conhecida estilista de Hong Kong, Vivienne Tam, uma “fã” dos hotéis da cadeia, segundo Martin Schnider, director-geral da unidade de Macau. “Acredito que a inauguração de hoje trará uma nova dimensão de luxo a esta vibrante cidade”, declarava ontem o novo responsável.
Abdrew Hisrt recordou também “uma longa e orgulhosa presença de 26 anos em Macau” por parte da marca. “O Mandarim Oriental está muito satisfeito com este regresso e ansiamos por estabelecer novamente o Mandarim Oriental como o melhor hotel da cidade”, afirmou.
O novo espaço é acolhido pelo edifício One Central da Shun Tak dirigida pela empresária Pansy Ho, um empreendimento de habitação e também retalho que não é para todas as bolsas. Situado no NAPE, enfrentando os lagos Nam Van e a marginal da península, o Mandarim Oriental não dista muito do Wynn, casino-hotel apostado no mesmo segmento turístico, mas com uma aposta na indústria do jogo.
O Mandarim Oriental oferece desde ontem 213 quartos e suites, prometendo “uma verdadeira experiência epicurista, com uma gama de espaço contemporâneos e de estilo”, segundo nota emitida pelo grupo. Um destes espaços é o restaurante-bar Vida Rica que, com janelas a todo pé-direito da sala, olha o rio e a Taipa e oferece iguarias das gastronomias chinesa, japonesa e ocidental. O hotel abre também as portas do seu SPA, a funcionar entre as 11h e as 23h, e de uma piscina ao ar livre de 25 metros de comprimento.
