Grupo Macau Rai Timor reactivado
O Grupo Macau Rai Timor volta ao activo, alargando o leque das associações de matriz lusófona da RAEM. A associação, fundada em 1996, diz querer colaborar com todos e já tem convite para representar a comunidade timorense na Festa da Lusofonia.
Naturais e amigos de Timor-Leste reactivaram recentemente em Macau a associação de solidariedade Grupo Macau Rai Timor, criada em 1996 pelo padre Francisco Fernandes, disse à agência Lusa o padre Domingos Soares.
Natural de Letefoho, distrito de Ermera, Domingos Soares licenciou-se em Filosofia e em Teologia em Portugal e entre 1980 e 2008 desenvolveu a sua actividade sacerdotal em Timor-Leste, altura em que foi para Macau para trabalhar na Sé Catedral.
“Juntamos novamente os naturais e amigos de Timor-Leste para dar continuidade a esta associação lançada pelo padre Francisco Fernandes – falecido a 30 de Agosto de 2005 – e que tem por objectivo promover, divulgar, apoiar e defender os valores do humanismo, da cultura, da justiça, da tolerância e da solidariedade com o povo de Timor-Leste”, explicou Domingos Soares à agência Lusa, citando os estatutos da associação.
“Atendendo a que Timor-Leste é uma nação jovem, temos de dar as mãos e ajudar ao desenvolvimento do país”, disse o padre, que em Macau está também a realizar o mestrado em Ciências Religiosas na Universidade de São José, ligada à Universidade Católica e à diocese de Macau.
Domingos Soares disse também ter a associação já sido contactada para representar Timor-Leste na Festa da Lusofonia, que terá lugar em Outubro ou Novembro e pretende dar a conhecer o trabalho da associação através de “acções de divulgação junto da comunidade”.
“Queremos colaborar com toda a gente, temos como objectivos também promover a criação de bolsas de estudos, fomentar meios de pesquisa e de investigação sobre a história e a cultura do povo de Timor-Leste e precisamos da ajuda de todos para o nosso trabalho”, explicou o padre Domingos.
Em Macau, existem várias associações – como a Casa de Portugal, Associação dos Amigos de Moçambique ou a Associação dos São-tomenses de Macau – que representam os vários povos dos países e regiões onde a língua portuguesa é oficial.
Mesmo antes de oficializado, o Grupo Macau Rai Timor foi um dos pólos de apoio em Macau à fuga de timorenses perseguidos pelas autoridades indonésias, acolhendo e encaminhando para outros países como Portugal ou Austrália dezenas de timorenses.
