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Manuel Silvério de consciência tranquila

June 7, 2010

O antigo presidente do Instituto do Desporto, Manuel Silvério, comentou já as acusações de abuso de poder que sob ele pendem, afirmando estar de consciência tranquila. O ex-responsável confirma que vai começar a ser julgado a 15 de Setembro.

O South China Morning Post (SCMP) deu ontem conta do julgamento a que vai ser sujeito Manuel Silvério, ex-presidente do Instituto do Desporto da RAEM, notícia avançada pelo PONTO FINAL há cerca de duas semanas. O jornal em língua inglesa publicado em Hong Kong faz referência ao facto de ser o segundo funcionário público mais importante a ser julgado depois da transferência de Macau para a China, em 1999.
Tal como este jornal tinha anunciado, o SCMP diz que o julgamento está agendado para o dia 15 de Setembro, no Tribunal Judicial de Base. Silvério confirmou a data ao jornal de Hong Kong –  a audiência está marcada para o dia a seguir ao seu aniversário.
“A minha consciência está tranquila. Tenho a certeza de que agi de forma certa”, explicou ao matutino o ex-presidente do Instituto do Desporto, acusado de abuso de poder no processo de contratação de uma massagista.
Na nota de imprensa divulgada na altura pelo Comissariado contra a Corrupção – que não menciona o nome de Silvério, mas permite chegar rapidamente à sua identificação, – o órgão de investigação criminal explicou que os factos dizem respeito ao período entre 2002 e 2003, em que o arguido “dirigiu o Instituto”.
A investigação foi desencadeada por uma denúncia apresentada por um cidadão. Os resultados das averiguações do CCAC levaram o organismo a crer que, durante aqueles dois anos, Manuel Silvério terá contratado, “por meios irregulares, uma massagista que não tinha as habilitações literárias e qualificações necessárias ao exercício de funções na área de traumatologia desportiva”. Além disso, acrescentou o CCAC, “aproveitando-se das suas funções, terá ainda facultado que aquela prestasse serviços nas instalações do Instituto depois de ela se desligar do serviço”.
Na resposta ao South China, Manuel Silvério disse que a massagista em questão tinha capacidades para desempenhar as funções para as quais foi contratada e que o serviços que prestava eram, na altura, muito necessários. “Ela ajudou muita gente, incluindo atletas e residentes de Macau”. Segundo o ex-presidente do Instituto do Desporto, a massagista era uma residente de Macau. Foi contratada por um período de dois ou três meses por um salário mensal de 20 mil patacas, acrescentou, e trabalhava muito para ganhar o respeito daqueles que a ela recorriam. “Trabalhava todos os dias das 8h30 da manhã até à meia-noite”, referiu.

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