Stanley lança Pansy em Portugal
A assembleia-geral da Estoril-Sol SGPS, que se realiza hoje, significa a entrada de Pansy Ho nos negócios portugueses do pai.
Até agora, Stanley tem tomado conta, ele próprio, dos múltiplos interesses em Portugal, recorrendo a alguns colaboradores de confiança, tenham eles origem em Hong Kong ou Macau (Ambrose So é o caso mais evidente, mas não único) ou em Portugal.
E foi a morte de um desses colaboradores sedeados em Portugal que ditou o momento de entrada em cena de Pansy Ho.
No mês passado faleceu António José Pereira, que chegou a ser vice-presidente do Conselho de Administração da Estoril Sol, e Stanley Ho entendeu ser o momento de lançar Pansy nos negócios portugueses.
António José Pereira estava com Stanley pelo menos desde 1988, servindo nas administrações de múltiplas empresas do patrão da STDM, da área do jogo ao imobiliário.
Pansy Ho entra nos negócios portugueses do pai como vogal do Conselho de Administração na reunião que se realiza hoje no edifício do Casino Estoril.
A única ligação conhecida de Pansy a instituições portuguesas era o lugar de curador da Fundação Jorge Álvares (onde, por curiosidade, aparece descrita como Pansy Catilina, ao contrário da convocatória da Estoril Sol, onde é apresentada como Pansy Catalina).
Se Stanley Ho seguir com a filha o mesmo padrão que tem apresentado na escolha de administradores para as suas empresas, é provável que Pansy não se fique apenas pelo Conselho de Administração da Estoril Sol SGPS, começando, a pouco e pouco, a entrar em múltiplas empresas com actividade em Portugal.
João Paulo Meneses
