Operários ameaçam dormir à porta de Shuen Ka Hung e de Francis Tam
O movimento independente de operários afirma e reitera que recebeu promessas do Governo relativas à criação de um subsídio de apoio provisório àqueles que se encontram em situação de desemprego. O director da DSAL nega tudo. Os trabalhadores ainda aguardam por resposta do secretário para a Economia e Finanças, mas – enquanto esta não chega – avisam já que caso as suas reivindicações não forem ouvidas vão montar guarda à porta das casas dos dois responsáveis da Administração ainda antes do Primeiro de Maio.
Kelvin U
Elementos das associações de operários que mobilizaram, no passado dia 14, protestos à porta das instalações da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), prometem agora ir dormir à soleira das residências onde habitam o director do organismo, Shuen Ka Hung, e o secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam.
O desaguisado com os representantes do Governo arrasta-se desde meados do corrente mês. Os operários dizem que receberam de Shuen e de Tam a promessa de que seria criado de urgência um subsídio de apoio aos trabalhadores locais no desemprego por mais de três meses. Mas o responsável da DSAL já veio negar tudo e diz que o que ficou conversado com o Governo foi criar mais cursos e acesso aos actuais apoios sociais.
Mas as associações mantêm-se indefectíveis: hão-de marchar no Dia do Trabalhador, sábado, e montar guarda à frente da casa dos dirigentes da Administração antes disso. A menos que Francis Tam, que até ontem tinha ficado de dar resposta às suas exigências, os demova com a concretização das alegadas promessas.
“No que diz respeito à questão do subsídio, Shuen Ka Hung e Francis Tam ligaram-me directamente para falar no assunto. Nós respondemos que iremos tomar mais medidas caso as promessas não sejam cumpridas, porque todos os trabalhadores têm que ganhar a vida. Eles prometeram-nos efectivamente esse subsídios urgentes na última reunião, que decorreu na sexta-feira. Ele [Shuen Ka Hung] mente”, alegam o líder do movimento de operários, Lei Sio Kwan.
“Ele garantiu que avançaria informações amanhã [hoje]. Vamos ver o que vai acontecer. Se ele esqueceu a promessa, iremos protestar para a porta da casa deles [Shuen Ka Hung e Francis Tam] e ficaremos lá a dormir dias e noites seguidos”, ameaça o representante.
Já o director da DSAL, garantiu ontem ao PONTO FINAL que nada do que os trabalhadores alegam ficou em cima da mesa. “Nunca prometemos nada sobre um subsídio financeiro urgente”, assevera.
“Temos antes insistido em oferecer ajuda àqueles que precisam de ajuda através da pensão de sobrevivência e banco alimentar, para que não passem fome ainda que estejam sem trabalho. Há muito apoio na nossa sociedade. São garantias de bem-estar para os residentes de Macau”, contrapõe Shuen Ka Hung.
O responsável referiu também que estão a ser organizados programas de formação para desempregados, sobre os quais serão hoje adiantados pormenores. “Os Serviços para os Assuntos Laborais mencionaram, sim, a criação de acções de formação subsidiadas”, diz Shuen.
