Skip to content

O dia de Peaches no Venetian

March 31, 2010

Um concerto de electro-punk às cinco da tarde até parece coisa de festival de verão. Não é e entre as 17h e as 19h de 18 de Abril, Peaches actua mesmo no Venetian. Está uma artista muito provocante a caminho do território.

Peaches actua na RAEM a 18 de Abril, no Venetian. O concerto foi anunciado no site oficial do casino-resort, que se orgulha de “apresentar pela primeira vez na China a bad girl da electro punk”. O espectáculo terá, no entanto, um horário pouco habitual: a cantora apresenta-se entre as 17h e as 19h. Os bilhetes custam 300 patacas se comprados antecipadamente e 380 no dia do concerto.
Peaches, nome artístico de Merrill Beth Nisker, nasceu no Canadá e vive em Berlim. A cantora é conhecida pelas letras e pose provocativas e conta já com quatro álbuns de originais – o último, “I Feel Cream”, data de 2009. Caóticos, surpreendentes e às vezes quase pornográficos, os concertos da canadiana aliam a presença desvairada às batidas de instrumentos que a própria toca e grava para usar nas suas faixas.
Com tiques excêntricos de Iggy Pop e pinceladas kitch a fazer lembrar David Bowie, Peaches já colaborou com artistas como Pink, M.I.A., Feist ou o próprio Igg. Vem a Macau trazida pela Venetian, em parceria com os fundadores do já extinto Rockit Music Festival, em Hong Kong. A participação da canadiana em projectos cinematográficos como “Lost in  Translation”, de Sofia Coppola, e êxitos como o recente “Talk to Me” transformaram-na numa artista global.
A agitadora pós-feminista, que pegou em dinâmicas electrónicas e injectou a atitude provocatória do punk para se tornar uma das artistas ícone da primeira década do século XXI, iniciou as suas actuações ao vivo ainda adolescente, em Toronto, tocando temas de Led Zeppelin e da sua grande referência à época, Carol Pope. Nos intervalos das actuações, dedicou-se ao teatro e à ao ensino, exercendo como professora.
A sua primeira banda, Mermaid Café, foi rapidamente esquecida e sobreposta pela formação estilo punk-indie Fancypants Hoodlum. Em 1995, surgem os The Shit, quarteto do qual faziam parte nomes como Dominique Salole (conhecido hoje como Mocky), Jason Beck (Chilly Gonzales) e Sticky. O projecto não durou muito tempo e rapidamente o quarteto passou a duo e ganhou novo nome: Feedom.
Todos os elementos dos The Shit e dos Feedom optaram por partir do Canadá rumo à Europa, dando-se a conhecer ao grande público através de pseudónimos. Nisker inspirou-se numa personagem de Nina Simone para inventar o seu cognome. Gonzales foi o primeiro a partir para a Alemanha e abrir as portas para Peaches e mais tarde para Taylor Savvy. Aos poucos, Berlim tornou-se o centro de acções de muitos artistas canadianos.
“The Teaches of Peaches” foi editado em Setembro de 2000 e surpreendeu tudo e todos. Para as facções mais elitistas da electrónica e do rock independente o álbum foi um choque, mas tornou-se obrigatório para muitos melómanos. Os espectáculos ao vivo são ainda mais arrojados.

No comments yet

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.