“Carros são dos principais problemas ambientais de Macau”
Na cerimónia de assinatura do Protocolo de Cooperação para Estudo e Inspecção Ambiental, o responsável da DSPA, Chiong Sio Kei, falou do problema do fumo emitido pelos veículos e de como “é preciso reduzir o dióxido carbono” na atmosfera da RAEM.
Hélder Beja
A introdução de viaturas ecológicas e a promoção dos transportes públicos em detrimento dos privados são duas medidas que o director dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), Chiong Sio Kei, vê como essenciais para o combate a um dos principais problemas ambientais da RAEM: a emissão de gases poluentes pelas muitas motas e carros que circulam no território.
Durante a assinatura do Protocolo de Cooperação Ambiental que engloba ainda a Universidade de Macau (UMAC) e o Instituto para o Desenvolvimento e Qualidade (IDQ) – e que visa estudar matérias como a qualidade do ar, emissões de veículos, controlo de ruído, poluição da água e ainda fazer fiscalização e apreciação ambiental – o responsável pela DSPA falou essencialmente dos problemas relacionados com a atmosfera macaense.
“Sabemos que os carros são um dos principais problemas quanto à poluição do ar. A situação é muito grave e há várias medidas que podem ser adoptadas para reduzir o dióxido de carbono. Tentámos implementar a actividade Passeio Ecológico e temos aconselhado as pessoas a usar transportes públicos, a desligar o carro quando estão paradas no trânsito e andar mais a pé”, refere Chong Sio, avançando também a possibilidade de serem apresentados “diplomas que regulamentem a qualidade do ar” mas sem aprofundar o tema.
Apesar das preocupações, o responsável escusou-se a comentar os estudos internacionais, como o Índice de Qualidade de Vida 2010 da revista norte-americana International Living, que dá nota zero à RAEM no que toca à qualidade ambiental. O director dos Serviços de Protecção Ambiental garante que sabe há muito a fazer, a começar pela “mudança dos hábitos de vida quotidiana”. “Vamos dar atenção à prevenção e sensibilização educacional. Noutros países a mudança de hábitos quotidianos é um dos instrumentos mais eficazes das políticas ambientais”, referiu.
Quanto ao protocolo assinado, é um primeiro passo, “um enquadramento” a que se sucederão investigações e análises no sentido de “traçar as medidas que vão ser tomadas”. Os resultados obtidos – para os quais contribuirão “o conhecimento e as tecnologias da UMAC”, como referiu o reitor, Zhao Wei – são para “concretizar e aplicar através de medidas efectivas, em harmonia com a administração da RAEM”.
Os custos desta parceria e dos seus projectos ainda estão por definir. “Para já não existem números concretos, orçamentos. Temos diferentes custos para cada projecto e o mais importante é obtermos resultados importantes dos estudos”, concluiu o responsável, sem adiantar que estudos ambientais avançarão primeiro.
Tam Lap Mou, presidente do IDQ, fez o enquadramento histórico dos avanços no que toca à prevenção ambiental no território e salientou o papel da organização sem fins lucrativos que dirige. O IDQ, lado a lado com a UMAC e a DSPA, quer traçar “novos objectivos e aplicar a tecnologia mais avançada, unindo esforços para a protecção do ambiente de Macau”.
