Médico não abusou de paciente
O caso do cantor de Hong Kong que agrediu um médico do Conde de S. Januário por este ter alegadamente abusado da sua namorada durante um exame médico continua a dar que falar. Os SSM, que já se tinham solidarizado com o clínico, revelaram ontem os resultados de um inquérito interno que o iliba.
Os Serviços de Saúde de Macau (SSM) já concluíram a investigação interna sobre o caso do médico do serviço de urgência que foi agredido por um famoso cantor quando executava um exame médico à namorada da estrela de Hong Kong. A investigação aponta para a inocência do clínico relativamente às acusações que lhe eram imputadas pela paciente, que se terá sentido abusada sexualmente.
O incidente aconteceu no passado dia 4 de Janeiro, quando a namorada de Jun Kung (que também dá pelo nome de Joventino Couto Remotigue) se dirigiu às Urgências do Centro Hospitalar Conde São Januário, queixando-se de dores abdominais.
Depois de um primeiro exame, o médico que observou a jovem achou conveniente fazer-lhe um toque rectal, tendo obtido o consentimento da paciente. O exame foi feito na presença de uma enfermeira, tal como mandam as regras internas do Centro Hospitalar, mas a doente entendeu que estava a ser abusada pelo médico.
Informado do que tinha acontecido, Joventino Couto Remotigue correu para o hospital e agrediu o médico que tinha assistido a namorada. Entre outros ferimentos, a agressão provocou um traumatismo craniano ao profissional de saúde vítima da fúria do cantor pop.
Segundo o comunicado ontem emitido pelos SSM, “foi confirmado que a terapia e exames médicos foram realizados de acordo com os procedimentos médicos estabelecidos, não havendo violação, nem existindo o comportamento de ‘molestamento sexual’”. Os serviços anunciaram que vão apresentar agora um pedido de apuramento de responsabilidades “através do serviço competente”, não esclarecendo qual será esse organismo.
