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Macau para gregos e troianos

December 18, 2009

O PONTO FINAL mede 10 anos de mudanças nos olhos de um director de um casino, de um editor de jornal, um deputado, um empresária, um politólogo, um gerente de um resort local e um empresário de clubes nocturnos.

Depoimentos recolhidos por Nuno Mendonça

1 – Quais foram os factos mais positivos e negativos destes 10 anos?
2 – Como é que esta década mudou a sua vida?
3 – Como é que gostava de ver Macau em 2019, aos níveis social, político e económico?

Ambrose So, Presidente da SJM Holdings Ltd.

1 – Do ponto de vista de Macau, os primeiros 10 anos da RAEM foram caracterizados por factores fortemente positivos. Antes de mais, o crescimento da economia de Macau, medido pelo produto interno bruto. Registou-se uma diminuição do desemprego e ambiente de estabilidade política sob a formula “um país, dois sistemas.” Macau viu o seu estatuto a nível mundial engrandecido como resultado da reintegração na China e da liberalização da indústria do jogo.
Há uma maior proximidade com a China Continental através de uma variedade de contactos oficiais, comerciais e pessoais, que vão garantir a consolidação da prosperidade e estabilidade de Macau no futuro.
Mas há certos factores negativos a acompanhar os positivos. Nem todos os residentes de Macau partilharam por inteiro dos benefícios do recente crescimento económico e o fosso entre os cidadãos mais ricos e mais pobres tem aumentado. A dependência de Macau de uma única indústria tem aumentado desde a liberalização do jogo. A explosão económica afectou também os padrões educacionais em Macau, já que muitos jovens deixam a escola muito cedo em troca de empregos bem pagos nos casinos, ameaçando a concretização do objectivo de ter ‘Macau governado pelas suas gentes’.
Temos sofrido uma considerável inflação de preços, particularmente nas rendas das casas e em bens essenciais, o que atinge em especial os residentes com salários mais baixos. Macau precisa, por fim, de garantir que os seus residentes e visitantes não sejam atingidos pelo problema do jogo patológico.
2 – Basicamente a vida continua embora me pareça que trabalho mais hoje em dia! Estou mais optimista que nunca sobre o futuro de Macau.
3 – Como todos os residentes de Macau, quero ver o território continuar a aumentar a sua força económica, a sua harmonia política e a sua harmonia social.

Harald Bruning, director do diário inglês The Macau Post Daily

1 – Os aspectos mais positivos destes 10 anos foram:
- A abertura da indústria do jogo, que resultou na criação de milhares de empregos para locais e não locais e que tornou Macau na capital mundial do jogo;
- A classificação do centro histórico de Macau como património mundial da UNESCO, uma medida que protegeu internacionalmente a nossa herança cultural, promoveu o turismo cultural e deu um enorme incentivo à identidade da nossa cidade;
- O esquema de “partilha de riqueza” através de cheques aos residentes, que beneficiou em especial famílias de baixo rendimento e a decisão de lançar o fundo de previdência não obrigatório;
- A promoção de Macau (feita pelo Governo Central) a uma plataforma de serviços e negócios na margem oeste do Rio das Pérolas, os laços comerciais e económicos que a China passou a desenvolver com países de expressão portuguesa e as relações negociais entre a China e os empresários chineses ultramarinos;
- A decisão do Governo oferecer educação gratuita à maioria dos estudantes não terciários.
Quanto a factores negativos, destaco o caso de corrupção de Ao Man Long e as suas ramificações; o falta de vontade do Governo em tornar mais eficiente o pesado e confuso sistema judicial, e reformar e localizar o nosso sistema legal. É chocante verificar como a esmagadora maioria da população está alheada dos dois sistemas. Mas deve-se lembrar que tanto o sistema legal como o judicial são o calcanhar de Aquiles de Macau há longo tempo, antes mesmo de 1999. Outros aspectos negativos:
- O facto de o Governo ter falhado o lançamento de um plano de ordenamento urbano, uma reforma na política de terras e aumentar a transparência nos procedimentos para a concessão de terras;
- O escasso progresso na diversificação económica;
- Uma pobre visão política para os níveis académicos, a maior parte dos quais estão reduzidos a diplomas à pressão, o que dá uma má imagem de Macau a nível internacional.

2 – Ao contrário da visão local e exterior, não creio que a sociedade civil de Macau tenha realmente mudado assim tanto na última década. Macau provou mesmo ser resistente à mudança. Continua a ser basicamente uma sociedade chinesa muito tradicional, talvez uma das sociedades ‘mais chinesas’ do mundo.
A maior mudança da minha vida foi a decisão muito pessoal de em 2004 lançar o jornal (de início conjuntamente com o director do Ponto Final, Ricardo Pinto, e outros), e deixar de ser correspondente de jornais de Hong Kong e de agências internacionais (depois de mais de duas décadas). O lançamento do Macau Post Daily foi uma resposta directa à crescente internacionalização de Macau que teria sido impossível sem a liberalização da indústria do jogo em 2002 e o ‘boom’ económico que se seguiu.

3 – Macau em 2019? Espero que então a economia local seja mais diversificada do que agora (podendo orgulhar-se, por exemplo, de uma forte indústria criativa) e que a gradual introdução do sufrágio universal para o Chefe do Executivo e para as eleições legislativas tenha feito mais progressos.
Espero também que Macau continue a ser uma cidade onde diferentes comunidades étnicas (chinesa, macaense, portuguesa e de outras origens) possam viver em harmonia. E que os locais aceitem finalmente o facto de que a economia de Macau não pode funcionar em condições sem o trabalho árduo de trabalhadores importado e expatriados.
Idealmente, Macau vai tornar-se numa sociedade multilingue onde o cantonês, o mandarim, o português e o inglês sejam largamente falados.
Espero ainda que os nossos sistemas legal e judicial sejam finalmente modernizados, reformados e adequados às circunstâncias e exigências locais.
De qualquer modo, lembro-me do que um grande macaense disse no início dos anos 80: “Apesar de tudo e de todos, Macau será sempre Macau.”

Eric Sautede, politólogo e docente da Universidade de São José

1. Os cinco factores mais positivos nestes 10 anos:
- O primeiro mandato de Edmund Ho;
- A classificação de património mundial concedida pela UNESCO;
- A abertura do Venetian;
- A abertura do Robuchon no Hotel Lisboa;
-Quanto aos cinco factores negativos da década:
- o segundo mandato de Edmund Ho;
- A construção da praça do Tap Seac;
- A falta de espaços verdes no planeamento urbano (se é que há algum…);
- A instalação de parquímetros obsoletos e de mau gosto em toda a cidade (moedas no século XXI?);
- O encerramento de um excelente restaurante de comida de Sichuan na Torre de Macau.

2 – Fizeram-me comprometido com Macau e claro que isso me fez compreender que este pedaço de terra no longínquo sul da China se tornou a minha terra. Por sinal, o meu segundo filho nasceu aqui!

3 – Daqui a 10 anos, espero que Macau esteja tão vibrante economicamente como hoje – ainda que mais forte ao nível do entretenimento do que no jogo puro e duro. Politicamente, um território mais maduro e sofisticado, e socialmente mais justo, bem mais justo. As perspectivas parecem boas, mas o sucesso está nas mãos do povo de Macau, e por povo entendo cidadãos e não apenas consumidores!

José Pereira Coutinho, deputado e presidente de Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau

1 – Com grande apoio e ajuda do Governo Central, os factores mais positivos destes 10 anos são os seguintes:
- Segurança, estabilidade, tratamento económico especial trazido pelo Acordo de Estreitamento das Relações Económicas e Comerciais entre o Continente Chinês e Macau (CEPA) para as empresas de Macau;
- O crescente número de turistas do Continente, liberdade religiosa e de imprensa.
Quanto aos factores negativos:
- O escândalo de corrupção do milénio em 2006, com o ex-secretário dos Transportes e Obras Públicas Ao Man Long;
- Estagnação e falta de democracia no sistema político;
- O aumento do fosso entre ricos e pobres, onde até funcionários públicos da classe média necessitam de habitação social, porque não conseguem arrendar ou comprar casa própria;
- A destruição do ambiente e poluição do ar, som e luz de vido à falta de planeamento urbano;
- A destruição dos benefícios sociais com a pensão de reforma e a implantação de um fundo de previdência onde os funcionários públicos precisam de entrar numa espécie de “jogo” de pré-selecção, conduzido pelo Governo. Isto resulta que pessoas que se reformem aos 65 anos ainda tenham de procurar trabalho para sobreviver;
- Uma generalizada perda da qualidade de vida da maioria dos cidadãos de Macau, monopólio dos hospitais privados e falta de hospitais públicos, monopólio de bens alimentares básicos por parte de algumas companhias, como é o caso da carne de porco e hortaliça.

2 – Macau mudou muito, a maioria das vezes para pior. Não é um lugar para criar uma criança ou uma família porque a família tradicional e os valores morais e éticos estão a degradar-se a cada ano que passa.

3 – Não vejo um futuro brilhante para Macau a não ser que o próximo Chefe do Executivo conduza uma mudança no nosso destino, pondo fim ao nepotismo, ao tráfico de influências, à corrupção ao nível mais alto de governantes, e com mais transparência e prestação de contas pelos governantes.

Reggie Martin, representante do Consulado dos Estados Unidos em Macau e gerente sénior no Venetian

1 – Os aspectos positivos de Macau nos últimos cinco anos foram o facto de o ter visto transformar-se num dos destinos mais procurados do mundo para viajantes com uma paixão pelo jogo e tornar-se num centro de negócios moderno e dinâmico. Tem uma economia aberta e um porto franco. O ambiente politico é estável e maduro e as perspectivas económicas são positivas. Macau cresceu no desenvolvimento da hotelaria, catering, conferências e exibições depois da gradual diversificação da indústria do jogo nos últimos 10 anos.
Tem o maior edifício da Ásia, o Venetian, e a décima torre isolada mais alta do mundo, hoje em dia um ponto focal na industria de convenções e entretenimento da cidade.
Depois de 400 anos como colónia portuguesa, Macau é agora parte integrante da China e tem muito a ganhar com o crescimento económico do continente. E no entanto mantém uma cultura sino-europeia, irresistível para os visitantes e atractiva para investidores.
Quanto aos factores negativos dos últimos 10 anos, posso resumi-los numa frase: tenho saudades da velha Macau! Outro factor negativo é provavelmente os aterros construídos, mas compreendo que Macau tenha de os ter. E não gosto dos carros em excesso nas ruas ou das rendas ultra-elevadas!

2 – Os últimos 10 anos foram incríveis para mim, as experiência de ver Macau tornar-se numa das cidades de crescimento mais rápido no mundo iluminou a minha visão do mundo. Aprendi que nada é impossível e que o impossível é nada! Ver e ouvir o plano de Sheldon Adelson para o maior edifício da Ásia e assistir à sua determinação em ver a obra acontecer, mudou a minha maneira de encarar diferentes situações na vida. Sou agora mais determinado e focado no alcance de objectivos na minha vida.

3 – Nos próximos 10 anos gostaria de ver Macau sair da sombra de Hong Kong. Gostaria de ver Macau como um destino de férias para famílias, como Las Vegas, com diferentes tipos de entretenimento (NBA, futebol, concertos, etc.) oferecidos regularmente e com toda a infra-estrutura para os tornar possíveis. Depois, é sabido que a economia de Macau se baseia no turismo e no jogo, ainda que mais recentemente esteja a mudar para uma economia de entretenimento. Gostava que Macau contasse com mais produção televisiva e cinematográfica no futuro. E mais convenções de grande dimensão a realizarem-se aqui regularmente. Economicamente espero que continue estável e consistente.

Patricia Cheong, presidente da MM Marketing

1 – Factos positivos:
- A transferência de administração de Macau para a China ajudou a fixar uma identidade nacional clara entre a população da RAEM;
- A abertura da indústria do jogo trouxe um crescimento económico sem precedentes para Macau, o que levou a mudanças sócio-económicas;
- A gradual diversificação da economia para um âmbito alargado das actividades de entretenimento que irá assegurar um desenvolvimento económico sustentado;
- A chegada de profissionais de diferentes partes do mundo que contribuíram com novas ideias e valores para a comunidade de Macau como um todo, elevando em simultâneo a competitividade da economia da RAEM;
- O reconhecimento pela comunidade local da inevitabilidade e da importância da mudança, quer social quer económica, que mudará profundamente o paradigma da mentalidade da população.
Quanto aos aspectos negativos:
- De um modo geral, tanto o sector público como o privado são incapazes de responder às rápidas mudanças económicas, resultando em ineficiência na administração, corrupção, despesismo, aparente injustiça social, etc., que causaram problemas ao nível social. A falta de transparência em determinados processos da Administração Pública também gerou muitas críticas;
- Perante certas mudanças sociais e económicas, certos segmentos da sociedade tornaram-se xenófobos, o que causou uma súbita debandada de profissionais estrangeiros talentosos em diferentes campos como deu origem, nalguns casos, a conflitos étnicos;
- Revelando uma falta de visão clara e exequível do Governo, algumas pessoas sentiram-se perdidas e não beneficiaram do crescimento económico, sofrendo, isso sim, com os efeitos negativos que este trouxe como a subida dos preços da habitação e um ambiente de trabalho mais competitivo. Isto fez com que não só se tivesse perdido uma oportunidade em termos de desenvolvimento económico, como poderá ainda criar tensões sócio-económicas;
- O sistema educativo de Macau há muito que é criticado. Infelizmente, foram poucas as alterações durante estes últimos 10 anos. É certo que o Governo investiu muitos recursos nesta área, o que torna a situação ainda mais complexa, porque não podemos deixar de pensar nas razões que fazem com os pais e até algumas escolas continuem a criticar tanto este aspecto. Se não forem feitas alterações, teremos jovens pouco criativos e problemas sociais como a delinquência juvenil e o consumo de estupefacientes;
- A política da habitação continua a ser fortemente criticada por diferentes sectores da sociedade. Os preços elevados do sector imobiliário, desacompanhados por uma política de habitação social adequada, aumentaram as diferenças sociais em Macau e, se esta matéria não for resolvida com cuidado, continuará a assombrar a RAEM no futuro próximo.

2- Sem dúvida alguma, um factor determinante para Macau ao nível social e económico foi a liberalização do jogo. Por um lado, consegui impulsionar a minha empresa durante este período, especialmente entre 2004 e 2007. Não obstante, não se tratou de um processo sem percalços. Tive de trabalhar muito mais para conseguir ser competitiva. E muitas vezes tive de olhar para Macau à procura de oportunidades de negócio. Em termos sociais, com a chegada de profissionais do estrangeiro, conheci muita gente interessante das mais variadas proveniências – algo que não seria possível no passado.

3 – Gostaria que Macau tivesse uma economia mais aberta que permitisse à cidade explorar o seu potencial. Para que tal aconteça, o Governo terá de saber liderar e mostrar às pessoas – em especial à comunidade empresarial -, que novas ideias e conceitos não só são bem-vindos, como também são incentivados, através de um sistema de locação de recursos e de uma base de apoio legal e administrativa apropriada.
Seria bom ver Macau a conseguir retirar proveitos da convergência regional das regiões vizinhas – em particular de Hong Kong e da zona do Delta do Rio das Pérolas – através de uma rede de transportes e de um sistema de movimentação de capitais, bens e pessoas.
Em termos políticos, gostaria de ver um Governo mais transparente que tomasse decisões com base num sistema legal e administrativo mais eficiente. É desejável também que se caminhe para uma maior democratização do sistema, especialmente para a Assembleia Legislativa.
Na vertente social, gostaria de ver uma sociedade mais aberta e tolerante em termos raciais, em que as pessoas fossem tratadas de igual modo sem discriminação. Macau tem ainda de expressar o seu apreço pela população através de um planeamento correcto de diferentes projectos para melhorar a segurança social, a educação, e os sistemas públicos de educação e de saúde.

Tony Habad, empresário

1 – Factos positivos:
- Além de ser extremamente acessível a dada altura, quem entrou no sector imobiliário no momento certo, antes do ‘boom’ dos casinos, conseguiu uma margem de lucro em muito pouco tempo.
- As receitas de Macau permitem oferecer aos cidadãos e aos investidores um sistema fiscal atraente, numa economia que se está a desenvolver.
- O que demora anos a ser feito noutros países consegue-se aqui em meses, da construção às remodelações. Os bens essenciais para o quotidiano e o desenvolvimento dos negócios podem ser adquiridos na China, e utilizados de forma eficiente em Macau.
Factos negativos:
- Os casinos de Macau continuam a ser um monopólio. Nenhum de nós consegue uma licença de jogo por mais que se esforce… Apenas alguns beneficiam do crescimento de Macau. Os outros 500 mil e centenas de investidores ficam apenas a assistir.
- O Governo e a Direcção dos Serviços de Turismo estão totalmente focados para os casinos. A mensagem da ‘diversidade’ é um mito. A realidade é que, além das salas de jogo, não existem programas para envolver as empresas nos colossais 28 milhões de visitantes por ano.
- Quem começa um negócio ou tenta apostar numa área empresarial diferente encontra um sistema extremamente imaturo, incapaz de competir ou de fazer frente a qualquer país industrializado do mundo. É um verdadeiro atraso.
- Não existem trabalhadores qualificados devido a medidas e leis de trabalho completamente despropositadas e desadequadas da realidade. Os jovens locais não estão preparados para as necessidades do mundo empresarial – não são capazes de assumir compromissos, não se interessam e falta-lhes visão. Numa simples frase: É-se mais bem servido num restaurante em Zhuhai do que em Macau…
- Em termos de desenvolvimento de negócios, vimos muitos restaurantes e bares abrirem e fecharem as portas em pouco tempo por ‘não terem licença’, enquanto outros continuam a funcionar com licenças que nunca deveriam ter sido atribuídas. O sistema actual é como um cadeira velha de madeira numa estação de metro moderna: deve ser substituído por um novo.
- Existe ainda uma falta de cooperação entre áreas empresariais. Basicamente, cada um toma conta do seu negócio sem qualquer sincronia ao nível das acções e das ideias.

2 – Ao nível pessoal, Macau acolheu-me e é um local ao qual chamo casa com todo o orgulho. Enquanto empresário, no Canadá é tudo muito estruturado e estava totalmente concentrado nos negócios, mas em Macau precisamos de considerar factores externos – como a falta de trabalhadores – e isso tornou-me mais forte. Gostava de me sentir envolvido na dimensão política. Julgo que são necessárias mais associações.

3 – Sou canadiano e encontro muitas vantagens no sistema de segurança social e de saúde do meu país, que Macau poderia adaptar. Na dimensão económica, Macau vai andar sempre em torno do jogo, mas se não muda e os valores da população da Ásia se diversificam, poderá ficar para trás por ser “apenas casinos”. Julgo que a única forma de diversificar realmente Macau não é trazer resorts para concessionárias já a operar, mas tornar a licença do jogo acessível para que qualquer empresário interessado possa investir.

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