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Mais de quatro mil PME apoiadas

October 29, 2009

Em altura de balanço dos dez anos da RAEM, os Serviços de Economia fizeram contas aos incentivos económicos prestados aos pequenos e médios negócios do território. São actualmente perto de dez milhares, dos quais mais de quatro mil viram aprovados pedidos de apoio desde 2003.

Maria Caetano

O Governo entende que as pequenas e médias empresas (PME) de Macau têm vindo a crescer, a gerar emprego e a retirar bom proveito do programa de apoio criado para o sector há seis anos.
Estas ideias foram defendida pelo subdirector dos Serviços de Economia de Macau, Tai Kin Ip, numa conferência de imprensa para balanço das actividades e apoios prestados aos negócios de dimensão pequena ou média ao longo da última década.
Actualmente, existem cerca de dez milhares de PME activas no território, que empregam cerca de um terço dos trabalhadores de Macau. “Temos acompanhado a evolução do desenvolvimento das pequenas e médias empresas. Temos notado que o volume de emprego tem crescido nos últimos anos e acompanhado o crescimento económico de Macau”, declarou Tai Kin Ip sobre a forma como os incentivos governamentais têm servido para absorver a mão-de-obra disponível no território, numa altura em que a taxa de emprego se situa nos 3,7 por cento.
Uma das principais queixas do sector tem sido a dificuldade em contratar recursos humanos qualificados locais e, com maiores limitações, não-residentes. Porém, a Direcção dos Serviços de Economia (DSE) preferiu ontem salientar o que tem sido feito ao nível dos estímulos aos investimento.
Desde 2003, mais de quatro mil negócios de Macau beneficiaram do “Plano de Apoio a Pequenas e Médias Empresas”. Segundo os dados revelados ontem pela DSE, num balanço do programa de apoio às PME, foi atribuído até aqui um valor total de 920 milhões de patacas, que serviu para que as empresas com um número de trabalhadores inferior a uma centena renovassem as suas estruturas e equipamentos.
“As pequenas e médias empresas têm aproveitado bem este programa para se desenvolverem em termos de renovações, fazer obras e adquirir os equipamentos necessários para a produção e fornecimento de serviços. É isso que nós notámos ao longo destes seis anos”, afirmou o subdirector dos Serviços de Economia.

SRAS, Hagupit e a crise

Desde Maio de 2003, a DSE recebeu 5105 pedidos de apoio, tendo aprovado 4416 pedidos (86,5 por cento). Os principais sectores beneficiados foram comércio a retalho, construção civil e obras públicas, restauração e hotelaria, comércio por grosso, indústria, e comércio de importação e exportação.
No âmbito deste plano de apoio, as PME locais podem actualmente candidatar-se a uma verba máxima de 500 mil patacas de apoio, a ser reembolsada em prestações mensais num prazo máximo de oito anos.
Os Serviços de Economia fazem notar a existência de três períodos de pico nas candidaturas ao plano, que coincidiram com o surto de pneumonia típica (SRAS) de 2003, a calamidade do tufão Hagupit, em 2008, e a crise financeira, já este ano, que levou a que o Governo reforçasse os montantes máximos da verba disponibilizada.
Já o número de candidaturas às medidas de garantias de crédito dadas pelo Governo junto de 18 instituições bancárias do território em benefício das PME, foi bastante menor. Ao “Plano de Garantia de Créditos a Pequenas e Médias Empresas” foram apresentadas 91 candidaturas, 85 das quais aprovadas, num valor total de 119 milhões de patacas. O plano permite a obtenção de crédito até 70 por cento do valor pretendido, com um prazo de reembolso de cinco anos.
Já no que toca ao “Plano de Garantia de Créditos a Pequenas e Médias Empresas Destinados a Projecto Específico”, a DSE recebeu 57 pedidos, aprovando 43 num valor de cerca de 35 milhões de patacas.
Relativamente ainda ao regime de bonificação de juros para créditos às empresas, revisto em Junho último, os Serviços de Economia dão conta de um total de 46 pedidos realizados, que envolvem 62 projectos de investimento num montante total de 200 milhões de patacas. Vinte e quatro foram aprovados até Outubro, segundo os dados apresentados. As candidaturas partiram de empresas de comércio de importação e exportação, convenções e exposições, protecção ambiental, obras de montagem e reparação de instalações, logística, aluguer de automóveis, hotelaria e serviços higiénicos e de limpeza.

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