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ACIML vai abrir as portas a sócios da China e lusofonia

October 29, 2009

A Associação Comercial Internacional para os Mercados Lusófonos, radicada em Macau, vai aceitar como sócios empresários da China e da lusofonia para aprofundar o seu papel no estreitamento das relações bilaterais, disse à Lusa o presidente.
Eduardo Ambrósio, presidente da Comissão Executiva da Associação Comercial Internacional para os Mercados Lusófonos (ACIML), faz um balanço positivo dos sete anos de actividade que a associação está a comemorar e sublinha que o desenvolvimento dos trabalhos passa pelo alargamento do número de sócios, através da aceitação de empresários da China e da lusofonia.
“Actualmente temos 80 sócios, todos empresários de Macau, mas uma vez que agora já temos recursos, vamos começar a aceitar sócios da China e dos países lusófonos para podermos aprofundar o nosso trabalho”, explicou o responsável em declarações à Agência Lusa.
Eduardo Ambrósio salienta que a ACIML “tem tido um papel importante no estreitamento das relações comerciais entre a China e os países lusófonos, essencialmente ao abrir uma janela de oportunidades às pequenas e médias empresas para a expansão dos negócios bilaterais”.
Embora reconheça que a afirmação do trabalho da associação ao longo dos últimos sete anos foi “difícil”, o presidente da Comissão Executiva da ACIML constata hoje com satisfação que “a plataforma está a ganhar solidez, tendo alcançado resultados muito positivos que satisfazem a maioria dos sócios”.
A opção do Governo Central de designar Macau como plataforma de negócios e serviços com os países de língua portuguesa foi, para Eduardo Ambrósio, uma “escolha muito acertada”, que incrementou as relações comerciais, encorajando a constituição da ACIML para “apanhar o barco”, realçou o responsável.
O “casamento” que a ACIML proporcionou, em 2006, entre o Banco da China – sucursal de Macau, o Banco de Fomento de Angola (BFA) e o Banco Português de Investimento (BPI) para a abertura de uma linha de crédito de 100 milhões de dólares norte-americanos para apoiar as exportações da China para Angola foi uma das grandes conquistas da associação que Eduardo Ambrósio destaca.
A ACIML tem tido ainda um papel importante como “facilitadora de negócios bilaterais, ao alavancar a participação de pequenas e médias empresas da China em feiras na lusofonia e ao auxiliar os empresários na comunicação com os homólogos lusófonos, através da tradução verbal, de catálogos, brochuras e de rótulos de produtos e da organização de cursos comerciais de português”, acrescentou.
O aperfeiçoamento dos cursos comerciais de língua portuguesa em Macau, que já abrangeram 500 participantes, e a criação de guias de investimento dos países lusófonos em chinês, português e inglês, em seguimento de um protocolo de cooperação assinado recentemente com a agência Lusa, são projectos que a ACIML tem em carteira.

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