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Adé imortalizado em Oeiras

September 29, 2009

O poeta José dos Santos Ferreira, conhecido como Adé, terá uma estátua em sua homenagem na segunda fase do Parque dos Poetas de Oeiras, em Portugal, que deverá estar concluída dentro de três anos.
O projecto, da autoria do arquitecto paisagista Caldeira Cabral, foi adjudicado para construção na passada semana pelo município de Oeiras e acrescenta 15 hectares ao parque onde habitam já as memórias de sessenta nomes da poesia de expressão lusófona.
Na nova área, contígua ao espaço que recorda figuras literárias como José Gomes Ferreira, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner, Natália Correia, Eugénio de Andrade ou Fernando Pessoa, haverá um mostra de arte pública com obras que imortalizam mais quarenta e um poetas – onze dos quais representativos dos países e territórios de língua portuguesa.
O autor de “poema di Macau” será imortalizado no parque de Oeiras com uma escultura concebida pelo arquitecto Carlos Marreiros, contendo inscrições em português e patuá – o crioulo local que teve em Adé o seu principal divulgador.
“A escultura será basicamente em aço-inox e bronze e será toda feita em Macau e na China”, revela Carlos Marreiros, admirador do jardim que considera “muito bonito”, e sobretudo do poeta da ‘doci papiaçam di Macau’.
“O gozo é muito maior quando se faz uma coisa para a pessoa e obra de que se gosta”, admite o arquitecto, que conheceu na infância José dos Santos Ferreira, chegando a editar algumas obras do poeta na década de 1980.
Na mostra de arte pública da segunda fase do Parque dos Poetas figurarão esculturas evocativas de Garcia de Resende, Bernardim Ribeiro, Sá de Miranda, Luís de Camões, Almeida Garrett, Cesário Verde, Bocage ou ainda Marquesa de Alorna.
Em representação da poesia de outras expressões lusófonas, estarão, além de Adé, a angolana Alda Lara, os brasileiros Manuel Bandeira Castro Alves e Carlos Drummond de Andrade, o cabo-verdiano Jorge Barbosa, o guineense Vasco Cabral, o moçambicano Rui Nogar, a são-tomense Alda do Espírito Santo, o timorense Fernando Sylvan e o goês Adeodato Barreto.

Maria Caetano

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