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Costa Nunes | APIM fechada em copas

August 31, 2009

Afinal os novos planos curriculares do infantário D. José da Costa Nunes não avançam em Setembro, segundo fez saber no final da última semana o presidente da APIM. A poucos dias do início de aulas, a associação que detém a escola não diz em que moldes decorrerá o novo ano lectivo. Os pais aguardam para saber novidades, numa reunião que decorrerá dentro das próximas duas semanas.

Maria Caetano

O início do novo ano lectivo no infantário D. José da Costa Nunes é ainda uma incógnita, a cerca de duas semanas do arranque das aulas.
Depois do no passado dia 10 de Agosto, ter sido feito anúncio oficial da revisão curricular do estabelecimento de ensino, que previa a instituição do Inglês como uma das línguas veiculares de ensino, os planos parecem ter caído por terra e o novo programa é suspenso até novas ordens.
Em declarações ao jornal Hoje Macau, na edição de sexta-feira, a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), que tem a tutela da escola, revelou que os planos foram suspensos e não há ainda acordo com a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) quanto à implementação do novo currículo.
Contactado pelo PONTO FINAL, o presidente da APIM, José Manuel Rodrigues, rejeita para já prestar esclarecimentos sobre o recuo no currículo do Infantário e reserva novidades sobre os moldes em que decorrerá o novo ano lectivo para mais tarde, aquando do regresso ao território da nova coordenadora da escola, Vera Gonçalves, que irá substituir o ex-director Pedro Ascensão.
Também contactada por este jornal, a Associação de Pais dos alunos do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes revelou que os encarregados de educação aguardam por uma reunião com a coordenação da escola e APIM para que possam tomar uma posição formal quanto ao impasse na revisão curricular.
De acordo com o presidente da associação, Bruno Simões, os pais foram consultados ao longo de todo o processo de elaboração dos novos currículos, manifestando um acordo “praticamente unânime” quanto à proposta de revisão.
“Fomos acompanhando a situação ao longo dos meses”, revela o dirigente afirmando que os pais estavam “completamente a par” do processo.
Agora, a associação aguarda por esclarecimentos numa reunião que decorrerá nesta ou na próxima semana para saber como será o início de aulas no infantário.
Segundo as declarações proferidas por José Manuel Rodrigues, o novo currículo não entrará em vigor este ano, optando-se antes por um período de transição. O responsável da APIM garantiu também ao jornal que não foi a introdução da língua inglesa como uma das línguas veiculares do ensino no infantário que motivou a suspensão da reforma destinada a atrair mais alunos.
O projecto de revisão, recorde-se, visava redefinir a escola como uma “unidade de educação pré-escolar macaense, multicultural e internacional”, prevendo-se a “redefinição estratégica da unidade pré-escolar, reestruturação do modelo pedagógico e a reorientação da sua estrutura curricular”.
Nesse sentido, a reforma a avançar no primeiro ano escolar previa a divisão dos alunos em duas sub-turmas que, de forma rotativa e alternada durante a semana adoptariam Inglês e Português como línguas de ensino.
A reforma projectada pelo Instituto Inter-Universitário de Macau previa também a introdução do Cantonense e do Mandarim. Nos planos agora suspensos e que serão alvo de uma reformulação os alunos do infantário passariam também a celebrar o Dia da China às terças-feiras e os Dias das Artes e da Música às quintas-feiras.

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