Costa Nunes | APIM fechada em copas
Afinal os novos planos curriculares do infantário D. José da Costa Nunes não avançam em Setembro, segundo fez saber no final da última semana o presidente da APIM. A poucos dias do início de aulas, a associação que detém a escola não diz em que moldes decorrerá o novo ano lectivo. Os pais aguardam para saber novidades, numa reunião que decorrerá dentro das próximas duas semanas.
Maria Caetano
O início do novo ano lectivo no infantário D. José da Costa Nunes é ainda uma incógnita, a cerca de duas semanas do arranque das aulas.
Depois do no passado dia 10 de Agosto, ter sido feito anúncio oficial da revisão curricular do estabelecimento de ensino, que previa a instituição do Inglês como uma das línguas veiculares de ensino, os planos parecem ter caído por terra e o novo programa é suspenso até novas ordens.
Em declarações ao jornal Hoje Macau, na edição de sexta-feira, a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), que tem a tutela da escola, revelou que os planos foram suspensos e não há ainda acordo com a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) quanto à implementação do novo currículo.
Contactado pelo PONTO FINAL, o presidente da APIM, José Manuel Rodrigues, rejeita para já prestar esclarecimentos sobre o recuo no currículo do Infantário e reserva novidades sobre os moldes em que decorrerá o novo ano lectivo para mais tarde, aquando do regresso ao território da nova coordenadora da escola, Vera Gonçalves, que irá substituir o ex-director Pedro Ascensão.
Também contactada por este jornal, a Associação de Pais dos alunos do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes revelou que os encarregados de educação aguardam por uma reunião com a coordenação da escola e APIM para que possam tomar uma posição formal quanto ao impasse na revisão curricular.
De acordo com o presidente da associação, Bruno Simões, os pais foram consultados ao longo de todo o processo de elaboração dos novos currículos, manifestando um acordo “praticamente unânime” quanto à proposta de revisão.
“Fomos acompanhando a situação ao longo dos meses”, revela o dirigente afirmando que os pais estavam “completamente a par” do processo.
Agora, a associação aguarda por esclarecimentos numa reunião que decorrerá nesta ou na próxima semana para saber como será o início de aulas no infantário.
Segundo as declarações proferidas por José Manuel Rodrigues, o novo currículo não entrará em vigor este ano, optando-se antes por um período de transição. O responsável da APIM garantiu também ao jornal que não foi a introdução da língua inglesa como uma das línguas veiculares do ensino no infantário que motivou a suspensão da reforma destinada a atrair mais alunos.
O projecto de revisão, recorde-se, visava redefinir a escola como uma “unidade de educação pré-escolar macaense, multicultural e internacional”, prevendo-se a “redefinição estratégica da unidade pré-escolar, reestruturação do modelo pedagógico e a reorientação da sua estrutura curricular”.
Nesse sentido, a reforma a avançar no primeiro ano escolar previa a divisão dos alunos em duas sub-turmas que, de forma rotativa e alternada durante a semana adoptariam Inglês e Português como línguas de ensino.
A reforma projectada pelo Instituto Inter-Universitário de Macau previa também a introdução do Cantonense e do Mandarim. Nos planos agora suspensos e que serão alvo de uma reformulação os alunos do infantário passariam também a celebrar o Dia da China às terças-feiras e os Dias das Artes e da Música às quintas-feiras.
