Mulheres de Macau sem tempo para cursos de formação
Os empregos ocupam demasiado tempo do dia-a-dia e as propinas para frequentar cursos de formação são muito altas. São estes os motivos que levam 65 por cento das entrevistadas pela Associação Geral das Mulheres (AGMM) a não ingressar em cursos de formação.
De acordo com o inquérito realizado pela AGMM, as mulheres queriam frequentar, principalmente, os cursos de treino de competências.
Dados os resultados do questionário, a AGMM espera que o Governo possa criar políticas a longo prazo que tenham em vista o desenvolvimento das mulheres, o treino vocacional e a educação contínua.
O inquérito começou a ser distribuído no início do mês nas ruas de Macau, tendo sido devolvidas à AGMM 646 cópias válidas.
Os resultados
A vice-presidente da AGMM, Chen Hong, afirmou que, no que toca ao universo de inquiridos, 24 por cento tinha concluído apenas o ensino básico, 38 por cento o liceu, enquanto apenas 23 por cento tinha frequentado cursos universitários. As idades das inquiridas situavam-se entre os 18 e os 54 anos.
Baseado nos resultados do questionário, mais de 65 por cento das entrevistadas respondeu não ter frequentado quaisquer cursos de formação. Perto de 40 por cento espera juntar-se ao curso prático de assuntos domésticos. Percebeu-se que muitas mulheres estavam preocupadas com a questão da vocação e com a promoção de competências profissionais.
Chen Hong indicou ainda que, face à actual crise económica, muitas mulheres desejam ter cursos de formação sobre treino de vocação e aptidões. E esperam, assim, melhorar as hipóteses de emprego e competitividade.
As mulheres empregadas estavam sempre ocupadas e tinham de tomar conta das famílias. Era por isso difícil ter tempo para participar em cursos de formação.
Tendo em conta os resultados do inquérito, percebeu-se ainda que os serviços de apoio à comunidade e as respectivas infra-estruturas não eram suficientes.
A AGMM sugeriu ainda que o Governo cooperasse com associações de forma a oferecer mais apoio, aliviar o fardo no que toca a tomar conta das famílias e oferecer treino profissional às mulheres, de forma a que elas consigam desenvolver o seu potencial.
O Governo deve assim criar políticas de desenvolvimento a longo prazo e apoiar o trabalho das associações envolvidas.
