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Ma Kin Cheong defende financiamento a PME

August 30, 2009

O vice-presidente da Associação de Pequenas e Médias Empresas de Macau, Ma Kin Cheong, afirmou que, ao invés de financiar um programa de estágios no Continente, o Governo devia financiar as PME, de forma a que estas pudessem contratar recém-licenciados.
Em declarações ao jornal Va Kio, o vice-presidente afirmou que, recorrendo a esta medida, teria vantagens de adaptabilidade e diversificação da economia.
Segundo o vice-presidente, as PME do território também precisam de jovens talentosos, mas não contratam por não poder competir com os salários praticados nos casinos. Assim, ao invés de consumir o erário público financiando licenciados para frequentarem estágios no Continente, por que financiar as PME do território, de forma a que possam contratá-los?
De acordo com Ma Kin Cheong, são inúmeras as vantagens. Em primeiro lugar, em termos de adaptação dos jovens. A cultura social, no que toca ao sistema de gestão, é muito diferente nas empresas do Continente e nas firmas de Macau. Assim que os licenciados terminarem o estágio, irão precisar de um novo estágio.
Além disso, ao fazê-lo, poderia haver um encurtamento das distâncias entre empregados e empregados, de forma a que possam fazer um esforço em prol do desenvolvimento de Macau.
E mais, estando o Governo a promover a diversificação da economia, iria precisar de mais recursos humanos. Ora, os licenciados preencheriam essa lacuna.
Ao subsidiar as PME, continua o vice-presidente, levará a que os empregadores descubram talentos e os absorvam – o que irá promover o desenvolvimento desses mesmos talentos, optimizando as empresas e produtos.
Ma espera assim que o Governo reveja e não lance medidas sem proceder a uma consulta, tendo ainda aconselhado as autoridades a serem prudentes.
Além disso, garante o vice-presidente, assim que o estágio no Continente foi tornado público, ouviram-se muitas críticas entre os populares. Alguns diziam que correspondia a “pôr o carro à frente dos bois”.
Tanto quanto se sabe, neste momento, as SME apenas poderiam financiar um valor que se situa entre os 6 mil e os 7 mil patacas. Se tiver um financiamento do Governo na ordem dos 3 mil, poderia oferecer um melhor salário. É o que defende o vice-presidente.

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